Evolução vs. Naturalismo: Porque eles são como água e óleo.

Alvin Plantinga

Professor John A. O’Brien de Filosofia na Universidade de Notre Dame

Tradução: teismocristao.wordpress.com, nenhum direito reinvindicado.

O evolucionismo naturalista – a crença na combinação do naturalismo com a evolução – é autorrefutante, autodestrutivo, atira em seu próprio pé. Pode ser verdadeiro; mas é irracional mantê-lo. A evolução, longe de apoiar o naturalismo, é incompatível com ele, no sentido de que não se pode crer racionalmente nos dois.

Como todos sabem, tem havido uma recente enxurrada de livros atacando a fé cristã e a religião em geral. Alguns desses livros são pouco mais que ladainhas, com muita vituperação, mas curtos em raciocínio, com muitos insultos, mas pouca competência, com muita indignação virtuosa, mas curtos em bom senso; na maioria das vezes eles são movidos pelo ódio do que pela lógica. Claro que há outros que são mais intelectualmente respeitáveis – por exemplo, a contribuição de Walter Sinnot-Armstrong à God? A Debate Between a Christian and an Atheist  [tradução: Deus? Um Debate entre um Cristão e um Ateu]; e a contribuição de Michael Tooley à Knowledge of God¹  [tradução: Conhecimento de Deus]. Quase todos esses livros foram escritos por naturalistas filosóficos. Eu acredito que é extremamente importante notar que o naturalismo em si, apesar do tom presunçoso e arrogante dos assim chamados Novos Ateus, está numa dificuldade filosófica muito séria: não se pode acreditar nele de maneira sensata.

Naturalismo é a ideia de que não há tal pessoa como Deus ou qualquer coisa como Deus; podemos pensar nele como ateísmo de alta octanagem ou ateísmo-plus. É possível ser um ateu sem ascender às alturas elevadas (ou descer às profundezas tenebrosas) do naturalismo. Aristóteles, os antigos estoicos, e Hegel (pelo menos em certos estágios) poderiam apropriadamente afirmar ser ateus, mas eles não poderiam apropriadamente afirmar ser naturalistas: cada um endossa alguma coisa (o Primeiro Motor de Aristóteles, o Nous dos Estoicos, o Absoluto de Hegel) que nenhum naturalista que se preze poderia tolerar.

Nestes dias o naturalismo está extremamente na moda na academia; alguns dizem que ele é a ortodoxia acadêmica contemporânea. Levando em conta a moda de várias formas de antirrealismo e relativismo pós-modernos, isso pode ser um pouco forte. Mesmo assim, o naturalismo certamente é bem difundido, e é promovido em recentes livros populares como O Relojoeiro Cego de Richard Dawkins, A Perigosa Idéia de Darwin de Daniel Dennett e muitos outros. Naturalistas gostam de envolver-se no manto da ciência, como se a ciência de alguma forma apoia, endossa, subscreve, sugere ou pelo menos é excepcionalmente amigável ao naturalismo. Em particular, eles muitas vezes apelam à moderna teoria da evolução como uma razão para abraçar o naturalismo; de fato, o subtítulo do Relojoeiro é Porque a Evidência da Evolução Revela um Universo sem Design. Muitos parecem pensar que a evolução² é um dos pilares no templo do naturalismo (e “templo” é a palavra adequada: o naturalismo contemporâneo tem, certamente, assumido um invólucro religioso, com um sacerdócio secular tão fervoroso para reprimir visões opostas como qualquer mullah). Eu me proponho a argumentar que o naturalismo e a evolução estão em conflito um com o outro.

Eu disse que o naturalismo está numa dificuldade filosófica; isso é verdade em vários aspectos, porém aqui eu desejo me concentrar em apenas um – um relacionado ao pensamento que a evolução dá suporte ou endossa ou é de alguma forma evidência para o naturalismo. Como eu vejo, isto é um erro gritante: evolução e naturalismo não são meros companheiros de cama desconfortáveis; eles são mais como combatentes beligerantes. Não há como aceitar racionalmente tanto o naturalismo quanto a evolução; não há como ser um naturalista evolucionista. O problema, como vários pensadores (C.S. Lewis, por exemplo) têm observado, é que o naturalismo, ou o evolucionismo naturalista, parece levar a um ceticismo profundo e penetrante. Ele leva a conclusão de que nossas faculdades cognitivas ou produtoras-de-crenças – memória, percepção, insight lógico, etc. – são duvidosas e não podem ser confiadas para produzir uma preponderância de crenças verdadeiras sobre crenças falsas. O próprio Darwin tinha preocupações nessa linha: “Comigo”, diz Darwin, “a dúvida horrenda sempre surge se as convicções da mente do homem, que tem se desenvolvido a partir da mente de dos animais inferiores, são de algum valor ou ao menos confiáveis. Iria qualquer pessoa confiar nas convicções da mente de um macaco, caso haja convicções em tal mente?”³

Claramente, essa dúvida surge para naturalistas ou ateístas, mas não para aqueles que acreditam em Deus. Isso se dá porque, se Deus nos criou em sua imagem, então até mesmo se ele nos desenhou por algum meio evolucionário, ele presumivelmente quer que nós sejamos semelhantes a ele em sermos capazes de saber; mas então a maior parte do que acreditamos pode ser verdade, mesmo que seja verdade que nossas mentes se desenvolveram daquelas dos animais inferiores.² Por outro lado, há um problema real aqui para o naturalista evolucionista. Richard Dawkins uma vez afirmou² que a evolução havia tornado possível ser um ateu intelectualmente realizado. Eu acredito que ele está fatalmente enganado; eu não acho que é de alguma maneira possível ser um ateu intelectualmente realizado; mas, de qualquer maneira, você não pode racionalmente aceitar tanto a evolução quanto o naturalismo.

Por que não? Como o argumento procede?4 A primeira coisa a se perceber é que os naturalista também sempre ou quase sempre são materialistas: eles pensam que seres humanos são objetos materiais, sem uma alma ou eu imaterial ou espiritual. Nós simplesmente somos nossos corpos, ou talvez algumas partes de nossos corpos, como nosso sistema nervoso, ou cérebros, ou talvez parte de nossos cérebros (o hemisfério direito ou esquerdo, por exemplo), ou talvez alguma parte ainda menor. Então, vamos pensar do naturalismo como incluindo o materialismo.5 E agora vamos pensar sobre crenças a partir de uma perspectiva materialista. De acordo com materialistas, as crenças, assim como o resto da vida mental, são causadas ou determinadas pela neurofisiologia, pelo que acontece no cérebro e sistema nervoso. A neurofisiologia, além disso, também causa o comportamento. De acordo com a história usual, sinais elétricos seguem, através de nervos aferentes, dos órgãos sensoriais até o cérebro; lá algum processamento ocorre; então impulsos elétricos vão, através de nervos eferentes, do cérebro até outros órgãos, incluindo músculos; em resposta a esses sinais, certos músculos se contraem, dessa forma causando movimento e comportamento.

Agora, o que a evolução² nos diz (supondo que diz a verdade) é que nosso comportamento (talvez, mais exatamente, o comportamento de nossos ancestrais) é adaptativo; visto que membros de nossa espécie sobreviveram e se reproduziram, o comportamento de nossos ancestrais foi propício, em seu ambiente, à sobrevivência e à reprodução. Por isso, a neurofisiologia que causou aquele comportamento também era adaptativa; nós podemos inferir sensatamente que ela ainda é adaptativa. O que a evolução² nos diz, portanto, é que nosso tipo de neurofisiologia promove ou causa comportamento adaptativo, o tipo de comportamento que resulta em sobrevivência e reprodução.

Agora, essa mesma neurofisiologia, de acordo com o materialista, também causa crenças. Porém, enquanto a seleção natural recompensa comportamento adaptativo (recompensa com sobrevivência e reprodução) e penaliza comportamentos mal-adaptativos, ela não se importa, por assim dizer, nem um pouco em relação a crença verdadeira. Como Francis Crick, co-descobridor do código genético, escreve em The Astonishing Hypothesis [A Hipótese Deslumbrante], “Nossos cérebros altamente desenvolvidos, afinal, não evoluíram sob a pressão de descobrir verdades científicas, mas apenas de nos permitir ser espertos o suficiente para sobreviver e deixar descendentes.” Continuando nesse tema, a filósofa naturalista Patricia Churchland declara que a coisa mais importante sobre o cérebro humano é que ele evoluiu; portanto, ela diz, sua principal função é possibilitar que o organismo se movimente apropriadamente:

Resumido ao essencial, um sistema nervoso permite que o organismo tenha sucesso nos quatro F’s: comer, fugir, lutar e se reproduzir  [no original “feeding, fleeing, fighting and reproducing”, piadinha infame da escritora com um sinônimo de “reproducing” que começa com a letra f, tanto em inglês quanto em português]. A principal tarefa do sistema nervoso é levar as partes do corpo até onde elas deveriam estar para que o organismo possa sobreviver. . . .Melhorias no controle sensório-motor conferem uma vantagem evolucionária: um estilo mais sofisticado de representação é vantajoso desde que seja voltado ao modo de vida do organismo e aumente suas chances de sobrevivência [ênfase de Churchland]. Verdade, seja lá o que isso for, definitivamente fica para trás.6

O que ela quer dizer é que a seleção natural não se importa sobre a verdade ou falsidade de suas crenças; ela se importa apenas com comportamento adaptativo. Suas crenças podem todas ser falsas, ridiculamente falsas; se seu comportamento é adaptativo, você vai sobreviver e se reproduzir. Considere um sapo sentado em um nenúfar [família da vitória-régia]. Uma mosca passa por ele; o sapo estende sua língua para captura-la. Talvez a neurofisiologia que faz com que ele faça isso também cause crenças. No que diz respeito à sobrevivência e à reprodução, não fará nenhuma diferença quais crenças sejam essas: se aquela neurofisiologia adaptativa causa crenças verdadeiras (exemplo: aquelas coisinhas pretas são boas para comer), tudo bem. Porém, se ela causa crenças falsas (exemplo: se eu pegar a certa, eu vou virar um príncipe), tudo bem também. De fato, a neurofisiologia em questão pode causar crenças que não tem nada a ver com as circunstâncias atuais da criatura (como no caso dos nossos sonhos); e continua tudo bem, contanto que a neurofisiologia cause comportamento adaptativo. Tudo que realmente importa no que diz respeito à sobrevivência e reprodução é que a neurofisiologia cause o tipo certo de comportamento; se ela também causa crenças verdadeiras (ao invés de crenças falsas) é irrelevante.

Em seguida, para evitar chauvinismo entre espécies, não vamos pensar sobre nós mesmos, mas invés disso sobre uma população hipotética de criaturas muito parecidas conosco, talvez vivendo em um planeta distante. Como nós, essas criaturas desfrutam de percepção, memória e razão; eles formam crenças sobre muitos tópicos, eles raciocinam e mudam de crença, e assim por diante. Vamos supor, além disso, que a evolução naturalista é verdade em relação à eles; isto é, suponha que eles vivem em um universo naturalista e vieram a existir através do processo postulado pela teoria evolucionária contemporânea. O que nós sabemos sobre essas criaturas, então, é que elas sobreviveram; sua neurofisiologia produziu comportamento adaptativo. Mas e quanto à veracidade de suas crenças? O que dizer quanto à confiabilidade de suas faculdades cognitivas ou produtoras-de-crença?

O que nós aprendemos de Crick e Churchland (e o que é, em qualquer caso, óbvio) é isso: o fato de que nossas criaturas hipotéticas sobreviveram não nos diz absolutamente nada a respeito da veracidade de suas crenças ou da confiabilidade de suas faculdades cognitivas. O que isso nos diz é que a neurofisiologia que produz essas crenças é adaptativa, assim como o comportamento causado por essa neurofisiologia. Mas simplesmente não importa se as crenças também causadas por essa neurofisiologia são verdadeiras. Se elas são verdadeiras, excelente; mas se elas são falsas, também está tudo bem, contanto que a neurofisiologia produza comportamento adaptativo.

Então, considere qualquer crença particular da parte de uma dessas criaturas: qual é a probabilidade de que ela seja verdade? Bem, o que sabemos é que a crença em questão foi produzida pela neurofisiologia adaptativa, neurofisiologia que produz comportamento adaptativo. Mas, como nós já vimos isso, não nos dá nenhuma razão para acreditar que essa crença seja verdade (e nenhuma para pensar que seja falsa). Temos que supor, portanto, que a crença em questão é tão provavelmente falsa como verdadeira; a probabilidade de qualquer crença em particular ser verdadeira está na vizinhança de ½. Mas então é massivamente improvável que as faculdades cognitivas dessas criaturas produzam a preponderância de crenças verdadeiras sobre falsas requerida pela confiabilidade. Se eu tenho 1,000 crenças independentes, por exemplo, e a probabilidade de qualquer crença ser verdadeira é ½, então a probabilidade de que ¾ ou mais dessas crenças sejam verdadeiras (certamente um requerimento modesto o bastante para confiabilidade) será menor que 10-58. E mesmo que eu estivesse trabalhando com um sistema epistêmico modesto de apenas 100 crenças, a probabilidade de que ¾ delas sejam verdadeiras, dado que a probabilidade de que qualquer uma delas ser verdadeira é ½, é muito baixa, algo como 0.000001.7 Então as chances de que as crenças verdadeiras dessas criaturas sejam substancialmente mais comuns que suas crenças falsas (mesmo em uma área em particular) são baixas. A conclusão retirada é que é extremamente improvável que suas faculdades cognitivas sejam confiáveis.

Mas é claro que esse mesmo argumento funcionará para nós. Se o naturalismo evolucionista é verdadeiro, então a probabilidade de que nossas faculdades cognitivas sejam confiáveis também é muito baixa. E isso significa que uma pessoa que aceita o naturalismo evolucionista tem um invalidador para a crença de que suas faculdades cognitivas são confiáveis: uma razão para abandonar essa crença, para rejeitá-la, para não mais a manter. Se não há um invalidador para esse invalidador – um invalidador-invalidador, poderíamos dizer – ela não pode, racionalmente, acreditar que suas faculdades cognitivas são confiáveis. Sem dúvida alguma ela simplesmente não consegue não acreditar que elas são; não há duvidas de que ela, de fato, continuará acreditando nisso; mas essa crença será irracional. E se ela tem um invalidador para a confiabilidade de suas faculdades cognitivas, ela também tem um invalidador para qualquer crença produzida por essas faculdades – o que, é claro, engloba todas as suas crenças. Se ela não pode confiar em suas faculdades cognitivas, ela tem uma razão, em ralação a cada uma de suas crenças, para abandoná-las. Ela é, portanto, enredada em um ceticismo profundo e sem fundo. Uma de suas crenças, porém, é sua crença no próprio naturalismo evolucionista; então ela também tem um invalidador para aquela crença.

O naturalismo evolucionista, portanto – a crença na combinação de naturalismo e evolução – é autorrefutante, autodestrutivo, atira em seu próprio pé. Portanto você não pode racionalmente aceitá-lo. Por tudo que esse argumento mostra, ele pode ser verdadeiro; mas é irracional sustentá-lo. Dessa forma, o argumento não é um argumento para a falsidade do naturalismo evolucionista; é, ao invés disso, para a conclusão de que uma pessoa não pode acreditar racionalmente nessa proposição. A evolução, portanto, longe de apoiar o naturalismo, é incompatível com ele, no sentido de que você não pode racionalmente acreditar em ambos.

Que tipo de recepção esse argumento teve? Como você pode esperar, naturalistas tendem a ser menos do que totalmente entusiastas sobre ele, e muitas objeções tem sido trazidas contra ele. Em minha opinião (que, obviamente, algumas pessoas podem afirmar ser parcial), nenhuma dessas objeções é bem-sucedida.8 Talvez a objeção mais natural e intuitive procede como a seguir. Retorne à nossa população hipotética de alguns parágrafos atrás. Concedido, pode ser que seu comportamento é adaptativo embora suas crenças sejam falsas, mas não seria muito mais provável que seu comportamento é adaptativo caso suas crenças sejam verdadeiras? E isso não implica que, desde que seu comportamento de fato é adaptativo, suas crenças são provavelmente verdadeiras e suas faculdades cognitivas provavelmente confiáveis?

Essa é de fato uma objeção natural, em particular dada a maneira em que nós pensamos sobre nossa própria vinda mental. É claro que você tem mais chances de atingir seus objetivos, e é claro que você tem mais chances de sobreviver e se reproduzir se suas crenças são majoritariamente verdadeiras. Você é um hominidio prehistórico vivendo nas planicias de Serengeti; claramente você não vai durar muito se você acredita que leões são amáveis gatinhos crescidos que não apreciam nada mais do que ser acariciados. Assim, se nós assumimos que essas criaturas hipotéticas se encontram na mesma situação cognitiva em que nós comumento pensamos estar, então certamente seria muito mais provável que elas sobrevivessem caso suas faculdades cognitivas fossem confiáveis do que não.

Mas é claro que nós não podemos simplesmente assumir que eles estão na mesma situação cognitiva em que nós achamos estar. Por exemplo: nós assumimos que nossas faculdades cognitivas são confiáveis. Nós não podemos sensatamente assumir isso sobre essa população; afinal, o principal ponto desse argumento é demonstrar que, caso o naturalismo evolucionista seja verdadeiro, então muito provavelmente nós e nossas faculdades cognitivas não somos confiáveis. Portanto, reflita uma vez mais sobre o que nós sabemos acerca dessas criaturas. Elas vivem em um mundo no qual o naturalismo evolucionista é verdadeiro. Portanto, como elas sobreviveram e se reproduziram, seu comportamento têm sido adaptativo. Isso significa que a neurofisiologia que causou ou produziu esse comportamento têm sido adaptativa: têm permitido que eles sobrevivam e se reproduzam. Mas e quanto à suas crenças? Essas crenças foram produzidas ou causadas por essa neurofisiologia adaptativa; é justo. Mas isso não nos dá nenhuma razão para supor que suas crenças são verdadeiras. No que é pertinente à adaptatividade de seu comportamente, não faz diferença se essas crenças são verdadeiras ou falsas. Suponha que a neurofisiologia produz crenças verdadeiras: tudo bem; ela também produz comportamento adaptativo, e é isso que conta para sobrevivência e reprodução. Suponha, por outro lado, que a neurofisiologia produz crenças falsas: novamente, tudo bem: ela produz crenças falsas, mas comportamento adaptativo. Realmente não faz diferença que tipo de crenças a neurofisiologia produz; o que importa é que ela cause comportamento adaptativo; e isso ela claramente faz, não importa que tipo de crenças ela também produza.

A conclusão óbvia, assim me parece, é que o naturalismo evolucionista não pode ser aceito de maneira sensata. Os sumo-sacerdotes do naturalismo evolucionista proclamam em voz alta que crenças Cristãs e até mesmo teístas são falidas e tolas. O fato, todavia, é que a mesa virou. É o naturalismo evolucionista, não a fé Cristã,² que não pode racionalmente ser aceito.

Notas

Esse artigo apareceu originalmente na revista Books & Culture 14 (4), p.37 (link). Copyright © 2008 pelo autor da Christianity Today International/Books and Culturemagazine. Reproduzido com permissão.

1- Co-autoria com Alvin Plantinga na série Great Debates in Philosophy da Blackwell (Blackwell, 2008).

2- Veja “A comment on Alvin Plantinga, ‘Evolution vs. Naturalism’ nessa edição de AntiMatters.

3- Letter to William Graham (Down, 3 de Julho, 1881), em The Life and Letters of Charles Darwin, ed. Francis Darwin (Londres: John Murray,1887), Volume 1, pp. 315-16.

4- Aqui eu darei apenas a mera essência do argumento; para exposições mais completas, veja meu Warranted Christian Belief (Oxford Univ. Press, 2000), chap. 7; ou minha contribuição à Knowledge of God (Blackwell, 2008); ou Natural Selection and the Problem of Evil (The Great Debate), editado por Paul Draper, http://www.infidels.org/library/modern/paul_draper/evil.html.

5- Se você não acha que o naturalismo de fato inclui o materialismo, então tome meu argumento como para a conclusão de que você não pode aceitar de maneira sensata a conjunção tripartite de naturalismo, evolução e materialismo.

6- Epistemology in the Age of Neuroscience, Journal of Philosophy, Vol. 84 (Outubro 1987), pp. 548-49.

7- Meus agradecimentos à Paul Zwier, que fez os cálculos.

8- Veja, por exemplo, Naturalism Defeated?, ed. James Beilby (Cornell Univ. Press, 2002), que contêm uns dez artigos por críticos do argumento, em conjunto com minhas respostas às objeções deles.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s