O Argumento Ontológico: Formulação de Malcolm

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Fonte:http://www.apologetics315.com/2013/03/the-ontological-argument-malcolms.html

Este é um trecho de Philosophy of Religion, por C. Stephen Evans, no capítulo para argumentos clássicos para a existência de Deus. Nesse excerto, Evans descreve a formulação de Norman Malcolm do segundo argumento ontológico de Anselmo, o qual lida com o conceito de existência necessária.

A essência do segundo argumento, como Malcolm o formula, é a seguinte: Deus é, por definição, um ser que não apenas existe por acaso. Deus não pode nem passar a existir nem deixar a existência, visto que um ser que pudesse fazer isso simplesmente não seria Deus. Disto se segue que, se Deus existe, então sua existência é necessária; se ele não existe, então sua existência é impossível. Mas ou Deus existe ou ele não existe, portanto a existência de Deus é ou necessária ou impossível. Como não parece plausível dizer que a existência de Deus é impossível, então segue-se que sua existência é necessária. Mais formalmente, o argumento pode ser dado dessa forma:

1. Se Deus existe, sua existência é necessária.
2. Se Deus não existe, sua existência é impossível.
3. Ou Deus existe ou ele não existe.
4. A existência de Deus é ou necessária ou impossível.
5. A existência de Deus é possível (ela não é impossível).
6. Portanto, a existência de Deus é necessária.¹

1. C. Stephen Evans, Philosophy of Religion: Thinking About Faith (Downers Grove, IL: InterVarsity Press., 1982), p.48.

Terminologia A315: Príncipio da Razão Suficiente

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Fonte:  http://www.apologetics315.com/2013/03/terminology-tuesday-principle-of.html

Principio da Razão Suficiente: A afirmação de que deve haver uma explicação para cada fato positivo, alguma razão  para que esse fato se realize, em vez de não se realizar. Esse princípio geralmente é atribuído à Gottfried Leibniz, para quem tomou a forma da suposição de que Deus tem uma razão suficiente para toda escolha que ele fez. O princípio, ou alguma variação dele, muitas vezes tem um papel central em argumentos cosmológicos para a existência do universo finito. Aqueles que negam o princípio da razão suficiente estão comprometidos com a afirmação de que alguns fatos se realizam sem nenhuma razão, e portanto que há um elemento irracional (não-racional) no universo.¹

1. C. Stephen Evans, Pocket Dictionary of Apologetics & Philosophy of Religion (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2002), p. 112.