A Arqueologia e a Confiabilidade Histórica do Novo Testamento (Revisado em Julho de 2012)

Peter S. Williams (tradução: teismocristão.wordpress.com)

Fonte:http://www.bethinking.org/bible-jesus/archaeology-and-the-historical-reliability-of-the-new-testament.htm

Se virem que ele revisou de novo, favor avisar.

“Em geral … o trabalho arqueológico inquestionavelmente fortaleceu a confiança na confiabilidade do registro Escritural. Mais do que um arqueólogo achou seu respeito à Bíblia fortalecido pela experiência de escavação na Palestina. A arqueologia, em muitos casos, refutou as opiniões de críticos modernos.”

– Millar Burrows, Professor de Archaeologia, Universidade de Yale[1]

Charlotte Allen observa que “A Arqueologia, que era então uma ciência jovem, foi amplamente ignorada pelos estudiosos bíblicos acadêmicos do século [dezenove]. Para os grandes exegetas Alemães da época … uma viagem para a Palestina não vinha ao caso, já que a vida do Jesus histórico era, para eles, apenas uma questão de interpretar textos.”[2] Hoje, estudiosos sabem que a informação arqueológica pode ser uma ajuda valiosas para interpretar textos, assim como providenciar julgamento independente da veracidade histórica de um texto. Allen afirma que escavações arqueológicas na Terra Santa “tendem a ajudar o valor histórico dos Evangelhos, pelo menos como fontes de informação sobre as condições de seus tempos.”[3] Como Nelson Glueck afirma, por um lado “Pode ser afirmado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica já contraverteu a referência bíblica”, enquanto pelo outro “Um bom número de descobertas arqueológicas foram feitas que confirmam em contorno claro ou detalhe específico afirmações históricas na Bíblia.”[4] O arqueólogo William F. Albright observa:

O ceticismo excessivo demonstrado em direção à Bíblia por escolas históricas importantes dos séculos dezoito e dezenove, certas fases do qual ainda aparecem periodicamente, foi progressivamente desacreditado. Descoberta após descoberta estabeleceu a acurácia de inumeráveis detalhes, e trouxe maior reconhecimento do valor da Bíblia como uma fonte de história.[5]

De maneira semelhante, Joseph Free confirma “A arqueologia confirmou incontáveis passagens que haviam sido rejeitadas por críticos como não históricas ou contrárias à fatos conhecidos.”[6] O teólogo Craig L. Blomberg nota como:

a arqueologia pode demonstrar que os locais mencionados nos Evangelhos realmente existiram e que costumes, tradições vivas, topografia, móveis e ferramentas domésticas e de ambientes de trabalho, estradas, moedas, construções e numerosos outros ‘adereços de palco’ correspondem à como os Evangelhos os descrevem. Ela pode mostrar que os nomes de certos personagens nos Evangelhos são precisos, quando achamos referências à eles nas inscrições em outros locais. Eventos e ensinamentos atribuídos a Jesus se tornam inteligíveis e, com isso, plausíveis quando lidos ante tudo que sabemos sobre a vida na Palestina no primeiro terço do primeiro século.[7]

O arqueólogo Jonathan L. Reed observa que “As muitas descobertas arqueológicas se relacionando à pessoas, locais ou títulos mencionados em Atos de fato lhe dá credibilidade em um nível; muitos dos detalhes específicos em Atos são fatuais.”[8] E Lee Strobel observa:

Ao tentar determinar se uma testemunha está sendo sincera, jornalistas e advogados vão testar todos os elementos de seu testemunho que podem ser testados. Se essa investigação revelar que a pessoa estava errada nesses detalhes, isto lança uma dúvida considerável na veracidade de toda a história. Porém, se as minúcias conferem, isto é alguma indicação – não prova conclusiva, mas alguma evidência – de que talvez a testemunha está sendo confiável em sua história geral.[9]

Revisaremos evidências arqueológicas sob as seguintes três categorias:

• Cultura – Crenças e práticas
• Locais –  Centros urbanos e construções individuais
• Pessoas – Títulos, Nomes e Relacionamentos

Cultura

Aqui está uma seleção de achados que se relacionam às práticas culturais mencionadas no Novo Testamento.

Vitima de Crucifixão

Em 1968 um antigo sítio de sepultamentos foi descoberto, contendo cerca de 35 corpos. Um, chamado Yohanan Bem Há’galgol, tinha um prego de 7 polegadas [17.78 cm] atravessado por ambos os pés; As pernas de Yohanan haviam sido esmagadas por uma pancada consistente com o uso comum do ‘crucifragium’ Romano (João 19:31-32). Isso prova que uma vítima de crucificação (como Jesus) poderia receber um sepultamento judeu adequado.

O Decreto de Nazaré

O “decreto de Nazaré” é uma placa de mármore encontrada em Nazaré em 1878 e inscrita com um decreto emitido por volta de 41 d.C. pelo Imperador Cláudio (41-54 d.C) segundo o qual nenhum túmulo deveria ser perturbado ou corpos extraídos, com infratores sendo sentenciados à morte. Uma explicação plausível de ambos o decreto e sua localização é que Cláudio ouviu falar da tumba vazia de Jesus enquanto investigava os tumultos Romanos de 49 d.C. e decidiu não deixar tais relatos voltassem à tona de novo. Isso faz sentido à luz do argumento Judeu de que o corpo de Jesus havia sido roubado (Mateus 28:11-15). Porém, “mesmo que não haja nenhuma conexão consciente com Jesus de Nazaré, esse decreto ainda revela que as autoridades imperiais nesse período viam o roubo de túmulos como um crime extremamente sério – de fato, uma ofensa capital. Isso só torna ainda mais improvável que os (já temerosos) discípulos teriam arriscado tal ato.”[10]

Lepra no Primeiro Século

Algumas pessoas sugeriram que não havia “lepra” (ou seja, Mycobacterium Leprae ou hanseníase) no Oriente Médio nos dias de Jesus:

Porém, graças à arqueologia, há agora evidência dramática de sua existência no inicio do primeiro século. Testes científicos do sudário funerário da assim-chamada ‘Tumba do Sudário’ confirmaram a presença de lepra … Datação por radiocarbono utilizando Espectrometria de Massa com Acelerador (AMS) confirmou a data de primeiro século de ambos sudário e restos ósseos. Teste de DNA confirmou que o homem envolto no sudário era parente de outros membros cujos restos ósseos foram recuperados na tumba. Esse teste de DNA também revelou que o homem sofreu de lepra….[11]

Barco-de-Pesca do Primeiro Século

Nos anos 1980, uma estiagem expôs um barco-de-pesca do primeiro século bem-preservado (medindo 26.5 pés de comprimento, 7.5 pés de largura e 4.5 pés de altura) [8.0772 metros de comprimento, 2.286 metros de largura e 1.3716 metros de altura] na lama do Mar da Galiléia:

Sob o comando da Autoridade de Antiguidades Israelense, arqueólogos começaram uma corrida contra o tempo para extrair cuidadosamente o barco da lama antes que as águas retornassem … Eventualmente ele foi colocado em um ambiente de clima controlado para protegê-lo do envelhecimento … Potes e lâmpadas encontrados dentro do barco o datavam ao primeiro século. O design do barco era típico de barcos-de-pesca usados durante aquele período no Mar da Galileia. No fundo do barco havia uma seção elevada como aquela em que Jesus poderia estar dormindo, como indicado pelos relatos dos Evangelhos. O barco poderia acomodar 15 pessoas incluindo sua tripulação. Essa descoberta arqueológica confirma a descrição dada na Bíblia.[12]

A Inscrição Politarca

Lucas narra:

Tendo Paulo e seus companheiros passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica…  Paulo foi à sinagoga e por três sábados discutiu com eles com base nas Escrituras, explicando e provando que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos. E dizia: “Este Jesus que lhes proclamo é o Cristo”. Alguns dos judeus foram persuadidos e se uniram a Paulo e Silas, bem como muitos gregos tementes a Deus, e não poucas mulheres de alta posição. Mas outros judeus ficaram com inveja; então eles reuniram alguns homens perversos no mercado, formaram uma multidão e iniciaram um tumulto na cidade. Invadiram a casa de Jasom, em busca de Paulo e Silas, a fim de trazê-los para o meio da multidão. Contudo, não os achando, arrastaram Jasom e alguns outros irmãos para diante dos oficiais da cidade, gritando: “Esses homens que têm causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui, e Jasom os recebeu em sua casa. Todos eles estão agindo contra os decretos de César, dizendo que existe um outro rei, chamado Jesus”. Ouvindo isso, a multidão e os oficiais da cidade ficaram agitados. Então receberam de Jasom e dos outros a fiança estipulada e os soltaram. (Atos 17:1-10)

O termo Grego traduzido aqui como “oficiais da cidade” é politarcas. Como o termo não aparece na literatura clássica, “Críticos do Novo Testamento afirmaram por muitos anos que Lucas estava enganado em seu uso do termo ‘politarcas’ … para os oficiais de Tessalônica…”[13] Porém, uma inscrição usando esse termo foi encontrada em um arco do primeiro século d.C.  demolido em 1867. Como T.C. Mitchell descreve:

A inscrição lista os oficiais da cidade no segundo século d.C., começando com seis Politarcas e nomeando o Tesoureiro e o Ginasiarca (Diretor de Educação Superior) da cidade. A inscrição começa politarchounton, ‘Enquanto [os seguintes] estavam agindo como Politarcas’ … Vale a pena notar que dois dos nomes que aparecem nessa inscrição, Sosipatros … e Lucius … eram utilizados por dois nomes na Beréia os quais Paulo descreve como … ‘irmãos’, mas nesse contexto talvez Judeus Cristãos (Romanos 16:21). Igualmente, os nomes Secundos … e Gaius … eram usados por um homem de Tessalônica (Atos 20:4) e um Macedônio (Atos 19:29) que eram companheiros de viagem de Paulo. Esses não eram, é claro, os mesmos homens, mas simplesmente demonstram a contemporaneidade do uso dos nomes pessoais na área no século após o tempo de Paulo.[14]

Palíndromos de Pompéia

Escavadas em Pompéia, a cidade Romana envolvida em lama líquida quando o Vesúvio entrou em erupção em 79 d.C., existiam duas inscrições palindrômicas do:

famoso quadrado SATOR ou ROTAS, um riscado na parede de uma casa privada, o outro em um pilar em um pátio de exercícios público. Esse palíndromo aparece em sítios em todo o Império Romano em séculos posteriores … Toda sorte de explanações engenhosas foram oferecidas para esse notável quadrado. No principio de que a explicação mais simples é a melhor,  desvendá-lo como um texto Cristão ganha o  primeiro lugar. Com a letra N no centro, as outras letras podem ser reordenadas em um formato de cruz para ler PATERNOSTER [‘Pai Nosso’] horizontal e verticalmente, com A [alfa] e O [ômega]  em cada ponta. Se isso estiver certo, haviam pessoas em Pompéia que sabiam pelo menos as primeiras palavras do Pai Nosso em Latim antes de 79.[15]

A Grafite de Alexamenos

Esse pedaço de grafite, de perto do Monte Palatino em Roma e rudemente datado ao fim do segundo século d.C.[16], foi aparentemente desenhado por um soldado Romano para zombar da fé de um colega soldado que era Cristão. Ele mostra um homem em pé ao lado de uma vítima de crucificação com a cabeça de um jumento. A legenda Grega lê: “Alexamenos adora [seu] Deus”.

Igreja Cristã em Megido, c. 230 d.C.

John Dickson relata que “Megido é o sítio do primeiro prédio de igreja já encontrado. Essa cidade comercial estratégica contém os restos de uma sala de orações Cristã datada do terceiro século. Ela contém três inscrições em mosaicos que apontam para seu uso Cristão.”[17] Uma inscrição Grega, que se refere à mesa no centro da sala, que provavelmente era usada para a comunhão, afirma “Akeptous, que ama a Deus, ofereceu a mesa ao Deus Jesus Cristo”. O peixe que adorna o centro de um de quatro mosaicos na sala é um símbolo Cristão – a palavra ichthys (peixe em Grego): “é um anagrama das palavras Iesous Christos Theou Yios Soter: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador” (para um vídeo desse achado cf. http://youtu.be/a2lcDvAMzQ8).

Locais

Aqui está uma seleção de achados relacionados à lugares mencionados no Novo Testamento.

Belém

Em Maio de 2012, a Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou a descoberta de uma bulla (um pequeno selo de argila) que menciona Belém, a cidade natal de Jesus (cf. links para uma foto[18] e um vídeo[19] da bulla):

O primeiro artefato antigo constituindo evidência tangível da existência da cidade de Belém, que é mencionada na Bíblia, foi recentemente descoberto em Jerusalém. Uma bulla medindo cerca de 1.5 cm foi encontrada durante a peneiração do solo removido de escavações arqueológicas que a Autoridade de Antiguidades de Israel está realizando na Cidade de Davi… Uma bulla é um pedaço de argila que era usado para selar um documento ou objeto. A bulla era impressa com o selo da pessoa que a enviou, e sua integridade era evidência de que o documento ou objeto não havia sido aberto por ninguém não autorizado para fazer isso. Três linhas de escrita Hebreia antiga aparecem na bulla:

        Bishv’at

        BatLechem

        [Lemel]ekh

De acirdi cin Eku Shukron, director da escavação em noma da Autoridade de Antiguidades de Israel: ‘parece que no sétimo ano do reino de um rei (não é claro se o rei refere-se aqui à Ezequias, Manassés ou Josias), uma remessa foi despachada de Belém para o rei em Jerusalém. A bulla que encontramos pertence ao grupo de bullae ‘fiscal’ – bullae administrativas usadas para selar remessas de impostos transferidos para o sistema de tributação do Reino de Judá no final do oitavo e sétimo séculos a.C.. O imposto poderia ter sido pago na forma de prata ou produção arqueológica, tal como vinho ou trigo.’ Shukron enfatiza: ‘essa é a primeira vez que o nome Belém aparece fora da Bíblia, em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém realmente era uma cidade no Reino de Judá, e talvez possivelmente em períodos anteriores.’[20]

Shukron disse à Ecumenical News International [Notícias Ecumênicas Internacional]: “Aqui podemos ler [a palavra Belém] em uma inscrição Hebraica clara do período do primeiro templo, em uma bulla encontrada em Israel que chegou de Belém à Jerusalém, talvez, para pagar algum imposto. Essa é a Belém próxima à Jerusalém referida na Bíblia.”[21]

Nazaré

O teólogo R.T. France descreve Nazaré como:

tão insignificante que seu nome não ocorre em nenhum lugar na literatura Judaica até bem depois do tempo de Jesus. Era uma vila pequena, largamente dedicada à agricultura, contornada pelas estradas principais que passavam pela cidade Helenística vizinha de Séforis, a capital da Galileia… Sua população foi estimada entre 500 e 2,000, e os destroços de suas construções não mostram nenhum sinal de riqueza no período relevante.[22]

Lee Strobel nota que “Céticos vêm afirmando há muito tempo que Nazaré nunca existiu durante o período em que o Novo Testamento diz que Jesus passou sua infância lá.”[23] Por exemplo: “o ateu Frank Zindler notou que Nazaré não é mencionada no Antigo Testamento, pelo apóstolo Paulo, pelo Talmude (embora sessenta e três outras cidades da Galileia sejam citadas), ou por Josefo (que listou outras quarenta e cinco vilas e cidades da Galileia, incluindo Japha, que ficava a pouco mais de uma milha da Nazaré atual). Nenhum historiador ou geógrafo antigo menciona Nazaré antes do inicio do quarto século.”[24] Porém, Paul Barnett relata que “em 1961, um mosaico datado do terceiro século no qual Nazaré aparece foi desenterrado na Cesareia Marítima. Nazaré … não é mencionada no Antigo Testamento, nem na obra de Josefo. Perguntas quanto à sua genuinidade foram resolvidas por essa descoberta.”[25] O dr. James Strange nota que “quando Jerusalém caiu, em 70 d.C., sacerdotes não eram mais necessários no templo, pois ele havia sido destruído, então eles foram enviados à vários outros lugares, até à Galileia. Arqueólogos encontraram uma lista em Aramaico descrevendo os vinte e quatro ‘cursos’, ou famílias, de sacerdotes que foram realocados, e um deles foi registrado como tendo sido transferido para Nazaré.”[26]

Além disso: “escavações arqueológicas … descobriram tumbas do primeiro século na vizinhança de Nazaré, as quais estabeleceriam os limites da vila, pois, pela Lei Judaica, sepultamentos tinham que ocorrer do lado de fora da cidade propriamente dita. Duas tumbas continham objetos tais como lâmpadas de cerâmica, recipientes de vidro e vasos do primeiro, terceiro e quarto séculos.”[27] O arqueólogo Jack Finegam afirma que “Das tumbas … pode ser concluído que Nazaré era um assentamento fortemente Judaico no período Romano.”[28] Como John McRay relata:

Escavações arqueológicas em Nazaré … por Bellarmino Bagatti, em 1955 … revelaram que a Nazaré dos dias de Jesus era um assentamento agrícola com numerosos lagares de vinho e azeite, cavernas para armazenar grãos e cisternas para água e vinho. Situadas embaixo da Igreja da Anunciação e da Igreja de São José ao Norte, algumas dessas estruturas são conectadas, por tradições antigas, com as habitações de José e Maria. Objetos de cerâmica encontrados na vila datam da Idade do Ferro II (900-600 a.C.) ao período Bizantino (330-640 d.C.), incluindo peças Romanas do tempo de Cristo.[29]

Em Dezembro de 2009, arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel, escavando os fundamentos de um antigo convento, desenterraram uma casa da Nazaré do primeiro século. (cf. http://www.msnbc.msn.com/id/34511072/ns/technology_and_science-science/#34523421). De acordo com a diretor de escavação Yardenna Alexandre:

A descoberta é da maior importância, visto que ela revela pela primeiríssima vez uma casa da vila Judaica de Nazaré e, portanto, esclarece o modo de vida no tempo de Jesus. A construção que encontramos é pequena e modesta, e é muito provavelmente típica das moradias de Nazaré naquele período.”[30]

Cafarnaum

Há dezesseis referências à Cafarnaum (Cafar = ‘vila’ de Nahum), perto do Mar da Galileia, nos evangelhos: “Do período do Novo testamento tem sido descoberta a evidência da indústria pesqueira (ancoras, anzóis), que empregava [os] discípulos, assim como uma rua e cassas certamente utilizadas por eles de vez em quando.”[31] R.T. France nota que:

As casas escavadas em Cafarnaum eram construções de um andar, com uma escada exterior dando acesso ao telhado plano. O telhado não era de pedra, mas de vigas ou galhos de madeira cobertos de palha e emplastrados [não sei se traduzi certo aqui; “daubed”] com lama. Isso explica a descrição de Marcos de como quatro homens carregaram um paciente em potencial até o telhado e, literalmente, ‘descobriram o telhado e fizeram um buraco nele’ para que o homem pudesse sentar-se na frente de Jesus (Marcos 2:1-4), e o tamanho das salas em tais casas (nunca mais que 5 metros de um lado a outro, e muitas vezes bem menores) mostra como uma multidão modesta poderia fazer deste o único meio de acesso.[32]

A Sinagoga em Cafarnaum

Jesus ensinou na sinagoga em Cafarnaum, de acordo com Marcos 1:21022 e Lucas 4:31-36. Lucas 7:1-10 recorda como Jesus curou o escravo de um centurião Romano postado localmente. O povo encorajou Jesus a curar o escravo porque o oficial Romano havia construído sua sinagoga. As fundações de basalto negro dessa sinagoga do século 1 (uma datação confirmada por objetos de cerâmica encontrados debaixo do chão) podem ser vistas hoje sob as ruínas da sinagoga de calcário do século 4 em Cafarnaum.

A Presença Romana em Cafarnaum

Randall Price nota que “Recentemente, a presença romana foi confirmada através da escavação, em Cafarnaum, de várias construções de estilo Romano, incluindo uma casa-de-banhos Romana.”[33] Como Ian Wilson reporta: “Nesse aspecto, arqueólogos acharam evidência de presença militar Romana em Cafarnaum na forma de uma longa casa-de-banhos, de design positivamente não-judeu, que quase certamente pertencia à guarnição comandada pelo centurião de Jesus”[34]

A Casa de Pedro em Cafarnaum

Cafarnaum contém os restos de uma igreja octogonal do século 5. Em 1968, arqueólogos descobriram os restos de uma igreja anterior embaixo dela. Ela havia sido construída ao redor do que originalmente era uma casa privada, a qual era aparentemente usada por Cristãos como um local de reuniões durante a segunda metade do primeiro século.  As paredes haviam sido rebocadas, e continham escritos riscados interpretados por alguns estudiosos como orações em Aramaico antigo (assim como Siríaco e Hebraico) dizendo tais coisas como “Senhor Jesus Cristo ajuda” e “Cristo tenha misericórdia”.[35] Como muitas vezes parece ser o caso com escritas riscadas antigas, essas leituras são disputadas. Alguns estudiosos acham que elas “são melhor lidas como Grego do que Aramaico … e não tem, necessariamente, significância religiosa.”[36] No quarto século essa ‘igreja-domiciliar’ foi ampliada e fechada dentro das paredes de seu próprio complexo.  Isso foi dito aos primeiros peregrinos, como Egéria, a mãe do imperador Constantino, que registrou c. 380 d.C. que: “Em Cafarnaum, a casa do príncipe dos apóstolos foi transformada em uma igreja, com suas paredes originais ainda de pé. É onde o Senhor curou o paralítico.” Peter Walker afirma: “Grafite que se referia à Jesus como Senhor e Messias … providencia uma forte evidência de que a sala era usada como um local de adoração Cristão – e quase certamente porque se acreditava ser a sala utilizada por Jesus, talvez a casa de Simão Pedro (Lucas 4:38)… Dado que a tradição inicial vai de volta até o primeiro século, esse é quase certamente o local exato onde Jesus permaneceu – a casa de seu principal apóstolo, Pedro”.[37]

Jerusalém e O Tanque de Betesda

João 5:1-15 descreve um tanque em Jerusalém, próximo da Porta das Ovelhas, chamado Betesda, rodeado por cinco colunatas cobertas. Até o século 19, não havia nenhuma evidência fora de João para a existência desse tanque, e a descrição incomum de João “fez estudiosos bíblicos duvidarem da confiabilidade do relato de João, mas o tanque foi devidamente descoberto nos anos 1930 – com quatro colunatas ao redor de suas bordas e uma em seu meio.”[38] Ian Wilson reporta: “Escavações exaustivas pelo arqueólogo Israelense Professor Joachim Jeremias trouxeram à luz precisamente tal construção, incluindo ainda duas cisternas grandes e profundas, nas cercanias da Igreja Cruzada de Sant’Ana de Jerusalém.”[39]

Jerusalém e O Tanque de Siloé

Nos anos 400 d.C., uma igreja foi construída acima de um tanque conectado ao túnel de água de Ezequias para comemorar a cura do homem cego relatada em João 9:1-7. Até recentemente, esse era considerado como sendo o Tanque de Siloé do tempo de Cristo. Porém, durante obras de saneamento em Junho de 2004, engenheiros depararam-se com um tanque ritual do século 1 quando eles descobriram alguns degraus antigos durante uma manutenção de tubulação perto da boca do túnel de Ezequias. Pelo verão de 2005, arqueólogos haviam revelado o que era “sem nenhuma dúvida o tanque perdido de Siloé.”[40] Mark D. Roberts relata que: “No gesso desse tanque foram encontradas moedas que estabelecem a data do tanque aos anos antes e depois de Jesus. Há pouca dúvida de que esse é, de fato, o tanque de Siloé, ao qual Jesus enviou o homem cego em João 9”.[41]

A Tumba do Endemoninhado Gadareno

Angela Tilby relata que: “Umm Keiss contém os restos da antiga cidade de Gadara … notada por suas piscinas naturais quentes que acreditava-se ter qualidades curativas. A cidade está na região ao sul e leste do Jordão, no qual haviam dez cidades independentes fundadas originalmente por Alexandre o Grande. No tempo de Jesus, essas permaneceram comunidades cosmopolitas, nas quais templos e sinagogas seriam fundados lado-a-lado. Judeus e pagãos negociariam e se misturariam … sob a abrangência cultural ampla de qualquer poder colonial que estivesse em ascendência. Escavações recentes descobriram os restos de uma igreja do quarto século, a qual é tão larga que deve ter sido conectada à um sitio de  grande importância. A igreja tem não menos do que cinco corredores, o que sugere que ela era visitada por um grande número de peregrinos. Cavando abaixo de suas fundações, arqueólogos descobriram uma tumba Romana que foi datada para o ano 25 d.C…. A coisa estranha é que a igreja tem um buraco no chão que olha diretamente para a tumba. A tumba em si é um local facilmente identificável; ela está bem abaixo de uma arcada que marca o limite ocidental da cidade. Os Cristãos que construíram a igreja não haviam feito nada para ‘cristianizar’ a tumba. Eles também não a destruíram, substituíram ou tentaram marca-la com cruzes ou símbolos de ressurreição. Por alguma razão, eles queriam preservá-la como ela era. É uma séria possibilidade de que este foi um dos túmulos que forneceram uma casa ao endemoninhado Gadareno. Ele foi preservado sob a igreja para marcar o local de seu exorcismo.”[42]

Betânia e a Tumba de Lazáro

Peter Walker escreve: “Não há dúvidas quanto à localização geral da Betânia. A vila Árabe de El-Azarieh preserva em seu nome a maneira que os Bizantinos se referiam a ela – como ‘Lazarium’, isto é, ‘o lugar de Lázaro’. Até recentemente essa era uma vila pequena… Há uma forte possibilidade de que a tumba de Lázaro tenha sido corretamente identificada e preservada. Certamente a tumba tradicional que é agora conhecida como sua tumba estava em um cemitério no primeiro século (outras tumbas do primeiro século foram encontradas logo  ao norte). E há referências à tumba voltando até o terceiro século d.C. (no Onomastikon de Eusébio).”[43]

Pessoas

Aqui está uma seleção de achados relacionados à pessoas mencionadas no Novo Testamento.

Herodes o Grande

Temos uma moeda de bronze cunhada por Herodes o Grande. No lado anverso (ou seja, no fundo) há um tripé e bacia cerimonial com a inscrição ‘Herodes rei’ e o ano em que a moeda foi feita, ‘ano 3’ (do reino de Herodes), ou 37 a.C..

Em 1996, o professor israelense de arqueologia Ehud Netzer descobriu, em Massada, um fragmento de cerâmica quebrada com uma inscrição, chamada de óstraco. Esse fragmento possuía o nome de Herodes em si e era parte de uma ânfora utilizada para transporte (provavelmente de vinho), datada à c. 19 a.C.. A inscrição é em latim, e nela se lê: “Herodes o Grande Rei dos Judeus (ou Judeia)” – a primeira que menciona o título completo do Rei Herodes.

Herodium é uma montanha construída pelo homem no deserto da Judeia, erguendo-se 2,475 [754,38 metros] pés acima do nível do mar. Em 23 a.C., Herodes o Grande construiu um palácio-fortaleza no topo de um morro natural neste local. Sete andares de salas de estar, áreas de armazenamento, cisternas, uma casa de banho e um pátio cheio de arbustos e plantas floridas foram construídos. Todo o complexo era cercado e parcialmente enterrado por um enchimento inclinado de terra e cascalho. A tumba e sarcófago de Herodes foram descobertos na base do Herodium pelo arqueólogo Ehud Netzer, em 2007.

Erasto, Tesoureiro de Corinto

John McRay relata que:

Antes de 50 d.C., uma área de 62 pés quadrados [5.75998848 m2] foi pavimentada no limite nordeste do teatro em Corinto, Grécia. Escavações lá revelaram parte de uma inscrição em Latim esculpida no pavimento, onde se lê: ‘Erasmo, em retorno a seu estado de edil, estabelecido [o pavimento] às suas próprias custas.’ O Erasto dessa inscrição é identificado, na publicação da escavação, com o Erasmo mencionado por Paulo em Romanos, uma carta escrita de Corinto, na qual Erasmo é referido como ‘tesoureiro da cidade’ [Romanos 16:23]… a palavra grega específica utilizada por Paulo para ‘tesoureiro’ (oikonomos) é um termo apropriado para descrever o trabalho de um edil ou magistrado Corintiano supervisionando obras públicas.[44]

Ian Wilson comenta que “há reconhecimento geral de que este pode ter sido um estágio anterior na carreira do tesoureiro Erasto no governo local. No mínimo, há um caso razoável para o Erasto de Paulo e o Erasto da inscrição de Corinto serem uma única pessoa.”[45]

Gálio, Procônsul de Acaia

“Essa designação em Atos 18:12-17 era pensada como impossível. Porém, uma inscrição em Delfos registra esse mesmo título para o homem, e data ele à época em que Paulo estava em Corinto (51 d.C.).”[46] Na inscrição, o Imperador Cláudio refere-se à “Gálio, meu amigo e Procônsul”.[47]

Várias Personagens Históricas Nomeadas em Lucas 3:1-2

Em Lucas 3:1-2 vemos referências a oito figuras históricas:

No décimo quinto ano do reinado de [1] Tibério César, quando [2] Poncio Pilatos era governador da Judeia, e [3] Herodes tetrarca [um governador de um quarto de uma província] da Galileia, e seu irmão [4] Filipe tetrarca da Ituréia e de Traconites [cf. Josefo, Antiguidades Judaicas 18.106-108], e [5] Lisânias tetrarca de Abilene, sendo [6] Ainás e[7] Caifás sumos-sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a [8] João filho de Zacarias. (Lucas 3:1-2) [cf. Josefo, Antiguidades Judaicas 18:5.2]

A historicidade de todas as oito personagens é garantida, e evidência a arqueológica faz a sua parte aqui, como os seguintes exemplos demonstram:

[1] Tibério César

A moeda Denário, 14-37 d.C., é comumente referida como “Centavo Tributo”, da Bíblia. A moeda mostra um retrato de Tibério César. Craig L. Blomberg comenta: “O famoso dizer de Jesus sobre dar à César o que é dele e à Deus o que é dele (Marcos 12:17 e paralelos) faz ainda mais sentido quando se descobre que a maior parte das moedas Romanas em uso na época tinham imagens de César nelas.”[48]

[2] Poncio Pilatos

“Em 1961, na Cesareia Marítima, onde Poncio Pilatos vivia, uma inscrição foi encontrada a qual, entre outras coisas, confirma não apenas o governo de Pilatos na Judeia, mas também sua preferência pelo título ‘Prefeito’. A inscrição não está mais completa, mas há poucas duvidas sobre o que ela dizia no passado.”[47] Em latim, lê-se na inscrição:

        TIBERIEUM
IUS PILATUS
ECTUS IUDA

A escrita original era, portanto:

        TIBERIEUM
[PONT]IUS PILATUS
[PRAEF]ECTUS IDUA[EA]

Traduzindo, lê-se: “Para Tibério, Poncio Pilatos, prefeito da Judeia.”

[3] Herodes Antipas, tetrarca da Galileia

De acordo com um relato no Haaretz Daily Newspaper (8 de Abril de 2005):

Um piso de mármore datando do primeiro século d.C. foi desenterrado durante as escavações desta temporada na antiga Tiberíade. De acordo com o arqueólogo professor Yizhar Hirschfeld, diretor da escavação de três semanas que acabou ontem, o piso é, aparentemente, um resquício de um pavimento no palácio de Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande, que governou a Galileia de 4 a.C. à 38 d.C.. ‘Mármore do primeiro século d.C. era muito raro nessa área e é encontrado apenas em palácios reais. Quem sabe, talvez Salomé dançou para o rei neste exato piso, ‘Hirshfeld disse, referindo-se à história Neo-Testamentária  da filha de Herodias, esposa de Antipas, que exigiu a cabeça de João Batista em uma bandeja em troca da dança. A escavação foi co-patrocinada pela Universidade Hebreia de Jerusalém e a Autoridade de Antiguidades de Israel, e foi financiada pelo município de Tiberíade e pela Brown University, Rhode Island. Foi revelado que no quarto século uma basílica foi construída sobre o palácio.[50]

[5] Lisânias, tetrarca de Abilene

Estudiosos costumavam dizer que Lucas não sabia do que estava falando, pois todo mundo sabia que Lisânias era o governador de Cálcis, o qual morreu em 38 a.C.. Mas então uma inscrição do tempo de Tibério (14-37 d.C.) foi encontrada em Albia, perto de Damasco, a qual nomeia Lisânias como Tetrarca – exatamente como Lucas havia escrito. Acontece que havia dois oficiais do governo chamados Lisânias!

[7] Caifás o Sumo-Sacerdote

Em uma tumba localizada ao sul de Jerusalém, foram descobertos vários ossuários, um dos quais contém o que muitos estudiosos acreditam serem os ossos do antigo sumo-sacerdote Caifás e sua família. Do lado e no fundo do ossuário há a inscrição “Yosef bar [filho de] Caifa”. Outros estudiosos disputam a interpretação desse achado. Seja como for, o cunhado de Caifás, Teófilo filho de Anás (ou Ananus) é mencionado no ossuário de Yehohanah, neta do sumo sacerdote. Além disso, em Junho de 2011, a Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou a recuperação de um ossuário roubado que portava a inscrição “Miriam, irmã de Yeshua, filho de Qayapha, sacerdote de Ma’aziah, de Beth ‘Imri.”[51] Como Craig A. Evans observa, se o nome desse sacerdote é vocalizado “Qayapha (em vez de Qipha ou Qupha), então poderíamos ter uma chance com Caifás. De fato, nós podemos possuir o ossuário da neta do sumo-sacerdote que condenou Jesus.”

Ossuários são exemplos particularmente fascinantes de evidência arqueológica, pois eles são testemunhas não apenas de uma prática cultural, mas podem documentar a existência de indivíduos nomeados, suas relações familiares e até suas crenças religiosas.

[8] João Batista

Em 28 de Julho de 2010 um time de arqueólogos búlgaros escavou um pequeno vaso de alabastro contendo vários pedaços de osso debaixo do altar da igreja de Santo Ivan o Precursor do quarto século d.C. em Sveti Ivan, uma ilha do Mar Negro fora de Sozopol, na costa búlgara: “Sabíamos que iriamos encontrar um relicário lá e nossas expectativas se tornaram verdade”, o principal arqueólogo, Professor Kazimir Popkonstantinov, escreveu em um email para a CNN: “Parece bem lógico sugerir que os fundadores do monastério fizeram o melhor que podiam para trazer relíquias de seu santo patrono.”[53] Esse santo era João Batista, em homenagem a quem a Ilha de Svetti Ivan (S. João) e a Igreja de S. Ivan (João) o Precursor foram nomeadas. Outra evidência corroborante da hipótese de que as relíquias pertenciam a João Batista foram encontradas a 1.2 metros do relicário: uma pequena caixa de tufo (feita de cinzas vulcânicas endurecidas) portando inscrições em grego antigo: “A inscrição deixa claro que um homem chamado Tomás, ‘Servo de Deus, trouxe uma partícula de S. João aqui no dia 24.’ Embora algumas das letras finais estejam faltando, a inscrição em grego deixa claro que a data se refere ao aniversário [tradicional] de S. João Batista, 24 de Junho.”[54] Como um comunicado da Oxford University Press explicou:

A caixa de tufo possui inscrições em grego antigo que diretamente mencionam João Batista e seu dia festivo, e texto pedindo a Deus para ‘ajudar seu servo Tomás’. Uma teoria é que a pessoa a quem se refere como Tomás havia sido incumbida de trazer as relíquias até a ilha. Uma análise da caixa demonstrou que a caixa de tufo tem uma alta qualidade impermeável e é provável que tenha se originado na Capadócia, uma região da atual Turquia. Os pesquisadores búlgaros acreditam que os ossos provavelmente vieram à Bulgária através da Antioquia, uma antiga cidade turca, na qual a mão direita de S. João foi mantida até o décimo século. Em um estudo separado, outro pesquisador de Oxford, Dr. Georges Kazan [do Oxford Institute of Archeology [Instituto Oxford de Arqueologia]], utilizou documentos históricos para demonstrar que, na última parte do quarto século [c. 370 d.C.], monges haviam levado relíquias de João Batista para fora de Jerusalém, e entre essas se incluía porções de crânio. Essas relíquias logo foram convocadas à Constantinopla pelo Imperador Romano, que construiu uma igreja para abriga-las lá. Maior investigação pelo Dr. Kazan sugere que o relicário utilizado para contê-las pode ter se parecido com a urna em forma de sarcófago descoberta em Sveti Ivan. Registros arqueológicos e escritos sugerem que esses relicários foram primeiro desenvolvidos e utilizados em Constantinopla, pela elite reinante, por volta da época em que se diz que as relíquias de João Batista chegaram lá. O Dr. Kazan disse: “Minha pesquisa sugere que, durante o quinto ou inicio do sexto século, o monastério de Sveti Ivan pode ter recebido uma porção significativa das relíquias de João Batista, assim como um relicário de prestigio na forma de um sarcófago, de um membro da elite de Constantinopla. Esse presente poderia ter sido para dedicar ou rededicar a igreja e o monastério à S. João, os quais o patrono ou patronos podem ter apoiado financeiramente.”[55]

De acordo com o Telegraph, o pesquisador de Oxford Christopher Ramsey, de maneira similar, argumenta “usando documentos históricso … que o monastério de Sveti Ivan pode ter recebido uma porção das relíquias de João Batista no quinto ou inicio do sexto séculos.”[56] Como o professor Popkonstantinov diz: “é importante entender uma coisa: essa é a primeira vez no mundo [da] prática arqueológica que relíquias de S. Joao são encontradas junto com uma inscrição que simplesmente literalmente firma uma conclusão e não deixa nenhuma dúvida. Não há especulações aqui”[57]

O relicário continha três ossos animais (de uma ovelha, uma vaca e um cavalo) em conjunto com um dente humano, a extremidade direita de uma maxila (o que concorda com a pesquisa do Dr. Kazan), uma clavícula direita, uma costela, uma ulna (um osso do braço) e uma falange. Os resultados de três testes científicos diferentes conduzidos nos ossos humanos foram consistentes com a identificação do relicário como sendo aquele do João Batista histórico. Primeiro cientistas de Oxford foram capazes de datar por carbono a falange:

Os professores de Oxford, Thomas Higam e Christopher Ramsey, tentaram datar por radiocarbono quarto ossos humanos, porém apenas um deles continha uma quantidade suficiente de colágeno para ser datado com sucesso. O professor Higham disse: “Nós fomos surpreendidos quando a datação por radiocarbono produziu essa idade bem antiga. Nós havíamos suspeitado que os ossos pudessem ser mais recentes que isso, talvez do terceiro ou quarto séculos. Todavia, o resultado do osso metacarpal da mão é claramente consistente com alguém que viveu no inicio do primeiro século d.C..”[58]

Depois, o Dr. Hannes Schroeder e o Professor Eske Willersley, da Universidade de Copenhagen:

reconstruíram a sequência completa do genoma do DNA mitocondrial de três dos ossos humanos para estabelecer que os ossos eram todos de um mesmo indivíduo. Significantemente, eles identificaram um grupo familiar de genes (mtDNA haplótipo) como sendo o grupo mais comumente encontrado no Oriente Próximo, que é mais conhecido, hoje, como Oriente Médio – a região de onde João Batista teria se originado. Eles também estabeleceram que os ossos eram provavelmente de um individuo do sexo masculino após uma análise do DNA nuclear das amostras. O dr. Schroeder disse: “Nossa preocupação era que os restos pudessem ter sido contaminados com DNA moderno. Porém, o DNA que encontramos nas amostras demonstrou padrões de dano que são característicos de DNA antigo, o que nos deu confiança nos resultados. Além disso, parece algo meio improvável que todas as três amostras fossem produzir a mesma sequência, considerando que elas tinham, provavelmente, sido manuseadas por pessoas diferentes. Ambos esses fatos sugerem que o DNA que nós sequenciamos era realmente autêntico. É claro, isso não prova que esses eram os restos de João Batista, mas também não refuta essa teoria, visto que as sequências que conseguimos se encaixam com uma origem no Oriente Próximo.”[59]

Terceiro, o Dr. Lachezar Savov usou scanners médicos modernos para fazer imagens 3D das relíquias.[60] Isso “confirmou conclusões feitas anteriormente por outros métodos – que os ossos pertenciam à um homem de tipo Mediterrâneo, entre 30 e 40 anos de idade, que usava comida vegetariana [cf. Marcos 1:6 & Mateus 3:4].”[61] Dependendo da interpretação das referências bíblicas a João comendo ‘gafanhotos’ é interpretado literalmente ou como o ‘gafanhoto’ fruto de alfarrobeira [em inglês faz mais sentido, “‘locusts’ or ‘locust’ carob tree pod”; a palavra original em grego traduzida como ‘gafanhoto’ serve tanto para gafanhotos como para o alfarroba], é plausível pensar que a dieta de João era predominantemente vegetariana.[62] De acordo com Tsonya Drazheva, que dirige o Museu de História de Burgas e é Chefe Adjunto das escavações em na ilha de S. Ivan, é possível ver, à primeira vista, que os ossos não tem boa densidade, o que sugere que a pessoa em questão levou uma vida difícil [cf. Marcos 1:4-6 & 6:17-28].[63] Que os restos humanos no relicário de Sveti Ivan são aqueles de João Batista não está além de dúvidas razoáveis. Mesmo assim, a acumulação de evidência circunstancial realmente parece tornar a hipótese plausível.

Alexandre de Cirene

Quando Jesus estava a caminho para ser crucificado, os soldados romanos forçaram um homem chamado Simão de Cirene a carregar sua cruz (cf. Mateus 27:32; Lucas 23:26). Simão tinha filhos chamados Alexandre e Rufo (Marcos 15:21; Romanos 16:13). Em 1941, o arqueólogo israelense Eleazar Sukenik descobriu uma tumba, no vale de Cédron, na parte oriental de Jerusalém. Cerâmica datava-a ao primeiro século d.C.. A tumba continha onze ossuários portando doze nomes em quinze inscrições. Algumas eram particularmente comuns em Cirenaica. As inscrições em um desses ossuários dizem: “Alexandros (filho de) Simon”. Na tampa do ossuário, há uma inscrição portando o nome Alexandros em grego, e então o hebraico QRNYT. O significado disso não é claro, mas uma possibilidade é que a pessoa fazendo a inscrição pretendeu escrever QRNYH – o hebraico para ‘Cireneu’. Tom Powers comenta:

Quando consideramos quão incomum o nome Alexandre era, e notamos que a inscrição do ossuário lista ele no mesmo relacionamento com Simão que o Novo Testamento, e lembramos que a caverna sepulcral contém os restos de pessoas da Cirenaica, a chance de que o Simão no ossuário se refira ao Simão de Cirene mencionado nos Evangelhos parece bem provável.[64]

A Família Barsabás

No inicio do livro de Atos, Lucas descreve como os onze discípulos restantes de Jesus prosseguiram em substituir Judas, após seu suicídio: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.” (Atos 1:21-22) Dois homens foram propostos para essa posição – José, chamado Barsabás (também conhecido como Justo), e Matias. Os discípulos oraram: “Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.” (Atos 1:24-25) Então eles lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Matias. Em uma outra ocasião, mais tarde: “pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos.” (Atos 15:22) Achados arqueológicos modernos esclarecem essas referências à José e Judas Barsabás. Como relatado pelo Jerusalem Chrsitian Review (edição online de Dezembro de 2000), arqueólogos israelenses descobriram uma tumba do século 1, na encosta da montanha fora do Vale Cédron, contendo ossuários que portam sinais da cruz. As inscrições identificam a tumba da família Barsabás. O historiador Ory N. Mazar declara que “pelo menos alguns membros dessa família estavam entre os primeiríssimos discípulos de Cristo.” Os ossuários incluíam:

Simon Bar-Saba – a versão hebraica de ‘Simão Barsabás’
Maria, filha de Simão: talvez uma das várias Marias no N.T. (exemplo: Mateus 28:1)
José Barsabás
• O outro candidato de Atos, Matias, pode ter pertencido a mesma família, visto que um dos outros caixões na mesma caverna carregam o nome M’T’I’, hebraico para ‘Matias’
• Outro Filho de Saba era Judá (a forma hebraica do grego Judas) Barsabás

O Professor Mazar comenta:

o impacto dessas descobertas fascinantes é multiplicado quando consideramos a evidências adicionais encontrada na tumba, tal como moedas e artefatos, as quais demonstram claramente que a tumba foi hermeticamente selada menos de uma década após a crucificação de Cristo. Isso é, anos antes de qualquer parte do Novo Testamento ser escrita, provando que as Escrituras são consistentes com a evidência arqueológica.

A Tumba de S. Felipe, o Apóstolo

Em 29 de Julho de 2011, um Comunicado de Imprensa da Biblical Archaeological Society [Sociedade Arqueológica Bíblica] anunciou que: “Durante o curso da escavação de uma igreja da época bizantina na antiga cidade grega de Hierápolis (no sudoeste da moderna Turquia), o professor Francesco D’Andria e sua equipe arqueológica descobriram a tumba de S. Filipe, um dos doze apóstolos.”[65] “Nós estivemos procurando pela tumba de São Filipe por anos”, d’Andria disse à Fox News, “Nós finalmente a encontramos, nas ruinas de uma igreja que nós escavamos um mês atrás.”[66] Um artigo do examiner.com explicou que:

Escavações em Hierápolis revelaram um Martirium que se acredita ter pertencido à São Filipe. Acreditava-se que, quando o Martirium fosse completamente escavado, os arqueólogos encontrariam a tumba de Filipe. Infelizmente, não havia nenhuma tumba. Francisco D’Andria, diretor das escavações, foi surpreendido e desapontado, mas continuou o trabalho em áreas adjacentes. Aproximadamente 40 jardas [36,576 metros] distante do Martirium, D’Andria descobriu uma pequena igreja. Dentro da igreja eles encontraram uma tumba romana do primeiro século. A evidência indica que a tumba foi construída no primeiro século, e que a igreja foi construída ao redor da tumba em algum momento ao redor do começo do quinto século. D’Andria acredita que a evidência que os restos de São Filipe foram originalmente colocados nessa tumba no primeiro século e permaneceram lá por mais de 400 anos antes de serem movidos para Constantinopla.[67]

O Ossuário ‘Tiago, filho de José, irmão de Jesus’

Tiago, o irmão de Jesus, foi martirizado em 62 d.C.. Um ossuário de calcário da metade do século 1 descoberto em 2022 porta a inscrição “Tiago, filho de José, irmão de Jesus” (‘Ya’akov bar Yosef akhui di Yeshua’). O historiador Paul L. Maier afirma que “há evidência forte (porém não absolutamente conclusiva) de que, sim, o ossuário e a inscrição são não apenas autênticos, mas também os nomes nele inscritos referem-se às personalidades do Novo Testamento.”[68] O acadêmico do Novo Testamento Ben Witherington afirma que: “Se, como parece provável, o ossuário encontrado na vizinhança de Jerusalém e datado de cerca de 63 d.C. é realmente a caixa de enterro de Tiago, o irmão de Jesus, essa inscrição é a evidência extrabiblíca mais importante de seu tipo.”[69] De acordo com Hershel Shanks, editor-chefe da Biblical Archaeological Review: “essa caixa é [mais] provavelmente o ossuário de Tiago, o irmão de Jesus de Nazaré, do que não. Em minha opinião … é provável que essa inscrição realmente mencione os Tiago e José e Jesus do Novo Testamento.”

A Tumba Vazia de Jesus

De acordo com John McRay: “Embora provas absolutas da localização da tumba de Jesus permaneçam além do nosso alcance, as evidências arqueológica e literária antiga argumentam fortemente para aqueles que a associam com a Igreja do Santo Sepulcro.”[70] Dan Bahat, antigo Arqueólogo da Cidade de Jerusalém, similarmente, afirma que: “Podemos não estar absolutamente certos de que o sítio da Igreja do Santo Sepulcro é o sítio do sepultamento de Jesus, mas nós certamente não possuímos nenhum outro sítio que possa afirmar ter uma reinvindicação tão forte, e nós realmente não temos nenhuma razão para rejeitar a autenticidade do sítio.”[71] Martin Biddle adiciona que: “O que é claro é que o tipo de tumba sugerido pelos relatos dos Evangelhos é consistente com o que é sabido da prática contemporânea na área de Jerusalém: ou seja, uma tumba escavada na rocha, uma entrada baixa fechada por uma pedra móvel, e um esquife elevado no interior.”[72]

O Sudário Vazio

O intensamente estudado ‘Sudário de Turim’ – o qual tem uma imagem superficial, fotograficamente negativa, de um homem açoitado e crucificado (uma imagem que também contém informação tridimensional) – foi anteriormente rejeitado por muitos com base nos testes de datação por carbono realizados em 1988, os quais davam ao Sudário uma data medieval. Todavia, achados científicos recentes revistos por pares demonstram que essa datação de carbono não é confiável, pois as amostras datadas foram retiradas de um remendo medieval.[73] Por outro lado, uma quantidade de evidências científicas e forenses apontam em direção à uma data anterior e até mesmo do primeiro século para o Sudário. Por exemplo, evidência forense vincula o sudário à um pano de cabeça ensanguentado conhecido como o ‘Sudário de Oviedo’, um artefato com uma proveniência que pode ser traçada de volta até tão longe quanto o sétimo século.[74] Além disso, a evidência é contra a hipótese de que a imagem no Sudário é uma falsificação artística.[75]

Uma comparação estatística entre dados do Sudário e a descrição do Novo Testamento de vários detalhes irregulares da punição de Jesus estabelece que, se o Sudário é um artefato genuíno do século 1, então ele provavelmente foi a mortalha real de Jesus. Por isso, o Sudário providencia evidência arqueológica para os relatos dos Evangelhos sobre o açoitamento e crucificação de Jesus e para a afirmação de que, após Jesus ter morrido como resultado de sua crucificação, ele recebeu um sepultamento honroso. O sudário, portanto, providencia evidência contra a popular teoria do ‘desmaio’ (segundo a qual Jesus não morreu de verdade na cruz). Além disso, que o Sudário a) não contém mais um corpo e b) tem coágulos de sangue imperturbados, constitui evidência adicional no caso cumulativo para a realidade da ressurreição de Jesus de entre os mortos.

Conclusão

A arqueologia adiciona ao caso cumulative para  a confiabilidade histórica do Novo Testamento ao verificar empiricamente referências à práticas culturais, crenças, locais e pessoas específicas. Como Paul Barnett conclui:

a arqueologia nem prova nem refuta o Novo Testamento. Ela, porém, endossa as narrativas em vários pontos, especialmente no caso de inscrições, as quais por sua natureza são específicas. Aqui encontramos personagens secundários à história principal – os Herodes, o sumo-sacerdote e vários governadores romanos. Além disso, através da arqueologia nós somos capazes de preencher os detalhes do plano de fundo que reforçam as narrativas tanto nos Evangelhos como no livro de Atos. Achados arqueológicos confirmaram que os textos do Novo Testamento são, do primeiro ao último, históricos e geográficos em caráter.[76]


Recursos Recomendados

Vídeo

Bulla de Belém, http://youtu.be/n7cllKnMdsU

Gary Byers, ‘Biblical Archaeology at Capernaum: A Closer Look at Mark 1-2’, ‘Part I’, http://youtu.be/FTzDWP6Q6Yw; ‘Part II’, http://youtu.be/TjWYFzTdM48; ‘Part III’, http://youtu.be/nlse7ssImGw.

Capernaum: City of Skeptics, www.dod.org/Products/Capernaum–City-of-Skeptics__DOD2135.aspx

Jesus & The Gospels: Answers to Tough Questions – Part 2, www.dod.org/Products/DOD2117.aspx

Reformed Seminary Videos of Israel Trip 2000, www.youtube.com/playlist?list=PLCE0524EA617135D2&feature=plcp

1st Century Nazareth House, www.msnbc.msn.com/id/34511072/ns/technology_and_science-science/#34523421

Megiddo Church, http://youtu.be/a2lcDvAMzQ8

Áudio

Gary R. Habermas et al, ‘The Talpiot Tomb’, www.reclaimingthemind.org/content/files/CWS/cwstalpiot.mp3

Peter S. Williams, ‘New Testament Archaeology’, www.damaris.org/cm/podcasts/215

Websites

Associates For Biblical Research, www.biblearchaeology.org/

Biblical Archaeological Review, www.bib-arch.org/

The Shroud of Turin Education Project, www.shroud2000.com/

Shroud Story, www.shroudstory.com/

Shroud of Turin Website, www.shroud.com/menu.htm

Artigos Online

Biblical Archaeology Review Staff, ‘Tomb of Apostle Phillip Found’ www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-sites-places/biblical-archaeology-sites/tomb-of-apostle-philip-found/

Oxford University, ‘Dating evidence: Relics could be of John the Baptist’ www.ox.ac.uk/media/news_stories/2012/120615.html

ScienceDaily, ‘Ancient Tiberias Reveals More of Its Beauty’ www.sciencedaily.com/releases/2005/07/050728173930.htm

Clyde E. Billington, ‘The Nazareth Inscription’ www.biblearchaeology.org/post/2009/07/22/The-Nazareth-Inscription-Proof-of-the-Resurrection-of-Christ.aspx

Kyle Butt, ‘Archaeology and the New Testament’, www.apologeticspress.org/articles/2591

Chris Brooke, ‘Bring me the knuckle of John the Baptist’ www.dailymail.co.uk/news/article-2159578/John-Baptist-bones-theory-Scientists-claim-positive-tests-1st-century-relics.html

John L. Brown, ‘Microscopial Investigation of Selected Raes Threads from the Shroud of Turin’, www.shroud.com/pdfs/brown1.pdf

Tom Chivers, ‘The Shroud of Turin: Forgery or Divine? A Scientist Writes’ http://blogs.telegraph.co.uk/news/tomchiversscience/100126480/the-shroud-of-turin-forgery-or-divine-a-scientist-writes/

Francesco D’Andria, ‘How I Discovered the Tomb of the Apostle Phillip’ www.zenit.org/article-34705?l=english

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Raymond N. Rogers & Anna Arnoldi, ‘The Shroud of Turin: An Amino-Carbonyl Reaction (Maillard Reaction) May Explain The Image Formation’, Melanoidins Vol.4, Ames J.M. (ed.), Office for Official Publications of the European Communities, Luxembourg, 2003, pp.106-113.

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Peter S. Williams, ‘The Shroud of Turin: A Cumulative Case for Authenticity’, www.case.edu.au/images/uploads/03_pdfs/williams-shroud-turin.pdf

Ben Witherington III, ‘Top Ten New Testament Archaeological Finds of the Past 150 Years’, www.christianitytoday.com/ct/2003/septemberweb-only/9-22-21.0.html

Livros

New International Version Archaeological Study Bible: An Illustrated Walk Through Biblical History and Culture (Zondervan, 2005)

Paul Barnett, Is The New Testament Reliable?, second edition (IVP, 2003)

Craig A. Evans, Jesus and His World: The Archaeological Evidence (London: SPCK, 2012)

Jack Finegan, The Archaeology of the New Testament: The Life of Jesus and the Beginning of the Early Church, revised edition (Princeton University Press, 1992)

Gary R. Habermas, The Secret of the Talpiot Tomb: Unravelling the Mystery of the Jesus Family Tomb (Holman Reference, 2007)

John C. Iannone, The Mystery of the Shroud of Turin: New Scientific Evidence (St Pauls, 1998)

John McRay, Archaeology & the New Testament (Baker Academic, 1991)

John McRay, ‘Archaeological Evidence for the New Testament’ in John Ashton & Michael Westacott (eds.), The Big Argument: Does God Exist? (Master Books, 2006)

Alan Millard, Discoveries From The Time Of Jesus (Lion, 1990)

Randall Price, The Stones Cry Out: What Archaeology Reveals About the Truth of the Bible (Harvest House, 1997)

Charles L. Quarles, Buried Hope or Risen Savior? The Search for the Jesus Tomb (B&H Academic, 2008)

Hershel Shanks & Ben Witherington, The Brother of Jesus: The Dramatic Story & Meaning of the First Archaeological Link to Jesus & His Family (Continuum, 2003)

Jeffery L. Sheler, Is The Bible True? How Modern Debates & Discoveries Affirm The Essence Of The Scriptures (HarperCollins, 2000)

Kenneth E. Stevenson, Image of the Risen Christ: Remarkable New Evidence About The Shroud (Frontier Research, 1999)

Carsten Peter Thiede, The Emmaus Mystery (Continuum, 2005)

Peter Walker, The Weekend that Changed the World: The Mystery of Jerusalem’s Empty Tomb (Marshall Pickering, 1999)

Peter Walker, In The Footsteps of Jesus: An Illustrated Guide to the Places of the Holy Land (Lion, 2009)


Referências:

[1] Millar Burrows, What Mean These Stones? (New York: Meridian Books, 1956), p.1.
[2] Charlotte Allen, The Human Christ: The Search for the Historical Jesus (Oxford: Lion, 1998), p.187.
[3] Ibid, p.286.
[4] Nelson Glueck, Rivers in the Desert: A History of the Negev (New York: Farrar, Strauss & Cudahy, 1959), p.31.
[5] William F. Albright, The Archaeology of Palestine, pp.127-128, quoted by Josh McDowell, The New Evidence That Demands A Verdict (Nashvile: Thomas Nelson, 1999), p.61.
[6] Joseph Free, Archaeology and Bible History (Scripture Press, 1969), p.1.
[7] Craig L. Blomberg, The Historical Reliability of the Gospels, second edition (Nottingham: Apollos, 2007 ), p.327.
[8] Jonathan L. Reed, The Harper Collins Visual Guide to the New Testament: What Archaeology Reveals about the First Christians (New York: HarperOne, 2007), p.100.
[9] Lee Strobel, The Case for Christ (Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1998), pp.127-128.
[10] Peter Walker, In the Steps of Jesus: An Illustrated Guide to the Places of the Holy Land (Oxford: Lion, 2006), p.40.
[11] Craig A. Evans, Jesus and His World: The archaeological evidence (London: SPCK, 2012), p.110. Cf. Steve Jones, ‘Burial Shroud Proves Turin Shroud Shroud not from 1st century C.E. Jerusalem?’, http://theshroudofturin.blogspot.co.uk/search?q=leprosy.
[12] Ralph O. Muncaster, 101 Reasons You Can Believe: Why the Christian Faith Makes Sense (Eugene, Origon: Harvest House, 2004), pp.72-3.
[13] John McRay, Archaeology and the New Testament (Grand Rapids, Michigan: Baker Academic, 1991), p.295.
[14] T.C. Mitchell, The Bible in the British Museum: Interpreting the Evidence (The British Museum Press, 1988), p.114.
[15] Ibid, p.10.
[16] Alan Millard, ‘The First Christians – Archaeologically Invisible?’, Faith & Thought, October 2008, No.45, p.9.
[17] John Dickson & Greg Clarke, Life of Jesus Guidebook (Sydney: CPX, 2008), pp.119-120.
[18] Discovery News, ‘Seal Proves Bethlehem Existed Long Before Jesus’, http://news.discovery.com/history/seal-bethlehem-jesus-120523.html.
[19] http://youtu.be/n7cllKnMdsU.
[20] Israel Antiquities Authority Articles www.antiquities.org.il/article_Item_eng.asp?sec_id=25&subj_id=240&id=1938&module_id=#as.
[21] Judith Sudilovsky, ‘Israeli archaeologists find seal that mentions Bethlehem’, www.pcusa.org/news/2012/6/19/israeli-archaeologists-find-ancient-seal-mentions-/.
[22] R.T. France, The Evidence for Jesus (London: Hodder & Stoughton, 1986), p.143.
[23] Strobel, op. cit., p.102.
[24] Ibid.
[25] Paul Barnett, Is The New Testament Reliable?, second edition (Downers Grove: IVP, 2003), p.159.
[26] Strobel, op. cit., p.103.
[27] Ibid.
[28] Jack Finegan, quoted by Strobel, The Case for Christ (Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1998), p.103.
[29] John McRay, Archaeology & the New Testament (Grand Rapids, Michigan: Baker Academic, 1991), pp.157-158.
[30] ‘For the Very First Time: A Residential Building from the Time of Jesus was Exposed in the Heart of Nazareth (12/21/09)’, www.antiquities.org.il/article_Item_eng.asp?sec_id=25&subj_id=240&id=1638&module_id=#as
Cf. ‘House From Jesus’ Time Found In Nazareth’, http://news.sky.com/skynews/Home/World-News/Archeologists-Find-Remains-Of-A-House-From-Jesus-Era-In-Nazareth-Israel/Article/200912315505695.
[31] Randall Price, The Stones Cry Out: What Archaeology Reveals about the Truth of the Bible (Eugene, Origon: Harvest House, 1997), p.305.
[32] France, op. cit., p.148.
[33] Price, op. cit., p.303.
[34] Ian Wilson, The Bible is History (London: Weidenfeld & Nicolson, 1999), p.218.
[35] Ibid.
[36] Millard, op. cit., p.7.
[37] Walker, op. cit., p.76.
[38] Ibid, p.170.
[39] Wilson, op. cit., p.221.
[40] Dickson & Clarke, op cit, p.5.
[41] Mark D. Roberts, Can We Trust the Gospels? (Wheaton, Illinois: Crossway, 2007), p.152.
[42] Angela Tilby, Son of God (London: Hodder & Stoughton, 2001), p.90.
[43] Walker, In the Steps of Jesus: An Illustrated Guide to the Places of the Holy Land (Oxford: Lion, 2006), pp.113 & 115.
[44] John McRay, ‘Archaeological Evidence for the New Testament’ in John Ashton & Michael Westacott (eds.), The Big Argument: Does God Exist? (Green Forest: Master Books, 2006), p.299.
[45] Wilson, op. cit., p.234.
[46] Norman L. Geisler & Ronald M. Brooks, When Skeptics Ask: A Handbook on Christian Evidences (Grand Rapids, Michigan: Baker, 2008), p.201.
[47] Cf. Paul Barnett, Is the New Testament Reliable?, second edition (Downers Grove: IVP, 2003), p.162.
[48] Blomberg, op. cit.
[49] Roberts, op. cit., p.152.
[50] Haaretz Daily Newspaper, Eli Ashkenazi, ‘Tiberias dig unearths very rare marble floor’, www.haaretz.com/print-edition/news/tiberias-dig-unearths-very-rare-marble-floor-1.155456. See also, ScienceDaily, ‘Ancient Tiberias Reveals More of Its Beauty’, www.sciencedaily.com/releases/2005/07/050728173930.htm.
[51] Cf. www.antiquities.org.il/article_Item_eng.asp?sec_id=25&subj_id=240&id=1849&module_id=#as.
[52] Craig A. Evans, Jesus and His World: The Archaeological Evidence (London: SPCK, 2012), p.101.
[53] Kazimir Popkonstantinov quoted by Simon Hooper, ‘Are these the bones of John the Baptist?’ (CNN).
[54] Sofia News Agency, ‘Bulgaria, Sozopol in Euphoria over St. John the Baptist Find’ (5th August 2010).
[55] Oxford University, ‘Dating evidence: Relics could be of John the Baptist’, www.ox.ac.uk/media/news_stories/2012/120615.html.
[56] Telegraph (20th July 2012), ‘Scientists find new evidence supporting John the Baptist bones theory’.
[57] Kazimir Popkonstantinov quoted by Sofia News Agency, ‘Bulgaria, Sozopol in Euphoria over St. John the Baptist Find’ (5th August 2010).
[58] Oxford University, ‘Dating evidence: Relics could be of John the Baptist’, www.ox.ac.uk/media/news_stories/2012/120615.html.
[59] Ibid.
[60] Cf. Archaeological News Network, ‘Relics of St John the Baptist examined by scanner’.
[61] Ibid.
[62] On John’s diet cf. James A. Kelhoffer, ‘John the Baptist’s “Wild Honey” and “Honey” in Antiquity’, www.duke.edu/web/classics/grbs/FTexts/45/Kelhoffer.pdf. See also ‘Did John the Baptist Survive by Eating Grasshoppers (Locusts)?’, http://antipas.net/14faq.htm & Kristie Leong, ‘Does a Vegetarian Diet Lead to Weaker Bones?’, http://voices.yahoo.com/does-vegetarian-diet-lead-weaker-bones-4645529.html.
[63] Ibid.
[64] Tom Powers, in the July / August 2003 issue of Biblical Archaeology Review, p.51.
[65] Cf. www.free-press-release.com/news-tomb-of-st-philip-one-of-the-twelve-apostles-discovered-in-turkey-1311961620.html.
[66] ‘Tomb of St. Phillip the Apostle Discovered in Turkey’, www.foxnews.com/scitech/2011/07/27/tomb-st-philip-apostle-discovered-in-turkey/.
[67] ‘Original Tomb of St. Phillip Discovered’, www.examiner.com/article/original-tomb-of-saint-philip-discovered.
[68] Paul L. Maier, ‘The James Ossuary’, www.mtio.com/articles/bissar95.htm.
[69] Ben Witherington, as quoted by Chad V. Meister, Building Belief: Constructing Faith from the Ground Up (Eugene, Oregon: Wipf & Stock, 2009), p.146.
[70] McRay, Archaeology and the New Testament, op. cit., p.216.
[71] D. Bahat, ‘Does the Holy Sepulchre Church Mark the Burial of Jesus?’, Biblical Archaeological Review 12.3 (1986), pp.26-45.
[72] Martin Biddle, The Tomb of Christ (Stroud, Gloucestershire: Sutton Publishing, 1999), p.55.
[73] Raymond N. Rogers, ‘Studies on the Radiocarbon Sample from the Shroud of Turin’, Thermochimica Acta (Volume 425, pages 189-194), www.shroud.it/ROGERS-3.PDF; Raymond N. Rogers & Anna Arnoldi, ‘The Shroud of Turin: An Amino-Carbonyl Reaction (Maillard Reaction) May Explain the Image Formation’, Melanoidins Vol.4, Ames J.M. (ed.), Office for Official Publications of the European Communities, Luxembourg, 2003, pp.106-113; John L. Brown, ‘Microscopial Investigation of Selected Raes Threads from the Shroud of Turin’, www.shroud.com/pdfs/brown1.pdf.
[74] Cf. Mark Guscin, ‘The Sudarium of Oviedo: Its History and Relationship to the Shroud of Turin’, www.shroud.com/guscin.htm. Also see Mark Guscin, ‘Recent Historical Investigations on the Sudarium of Oviedo’, www.shroud.com/pdfs/guscin.pdf and G. Moreno et al, ‘Comparative study of the Sudarium of Oviedo and the Shroud of Turin’, www.shroud.com/heraseng.pdf.
[75] Cf. ‘The Shroud of Turin: Forgery or Divine? A Scientist Writes’, http://blogs.telegraph.co.uk/news/tomchiversscience/100126480/the-shroud-of-turin-forgery-or-divine-a-scientist-writes/.
[76] Barnett, op. cit., p.164.

© 2010 Peter S. Williams. Versão revisada em Julho de 2012.
Esse recurso é reproduzido com a gentil permissão de Peter. S. Williams [o original no Bethinking]

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A doutrina da criação de Agostinho de Hipona

Alister E. McGrath

Origem: “Christian Theology: A Introduction”, capítulo 14, pp. 312-314.

Tradução: teismocristao.wordpress.com

  Em sua obra “Sobre o Sentido Literal de Gênesis” (401-15), Agostinho de Hipona (354-43) propõe-se a providenciar uma doutrina da criação baseada no que ele considerava uma boa interpretação dos relatos de criação de Gênesis. Agostinho argumenta que Deus trouxe tudo à existência em um momento único de criação. Porém, a ordem criada não é estática, visto que Deus dotou-a com a capacidade para se desenvolver. Agostinho usa a imagem de uma semente dormente como uma analogia para esse processo. Deus embute sementes (mais tecnicamente, rationes seminales, “razões seminais”) na ordem criada original, que irá crescer e se desenvolver no tempo certo. Há uma clara analogia aqui com a ideia de logos spermatikos, a “razão espermática,” amplamente utilizada por escritores Cristãos de fala grega para iluminar a doutrina da criação (pp. 10, 175).

  Escritores cristãos anteriores haviam notado como a primeira narrativa da criação em Gênesis falava da terra e das águas “produzindo” criaturas vivas, e haviam chegado à conclusão de que isso apontava para Deus dotando a ordem natural com a capacidade para gerar coisas vivas. Agostinho levou essa ideia adiante. Deus criou o mundo completo com uma série de poderes dormentes, os quais eram atualizados em momentos apropriados através da providência divina.

  Agostinho argumenta que Gênesis 1:12 implica que a terra recebeu o poder (ou capacidade) de produzir coisas por si mesma: “A Escritura declara que a terra produziu os cultivos e as árvores casualmente, no sentido de que ela recebeu o poder de produzi-las.” Onde alguns podem pensar da criação em termos da inserção, por Deus, de novos tipos de plantas e animais já prontos em um mundo já existente, Agostinho rejeita isso como inconsistente com o testemunho global da Escritura. Ao contrário, Deus deve ser pensado como tendo criado naquele primeiríssimo momento as potências para todos os tipos de seres vivos que viriam depois, incluindo a humanidade.

  A interpretação de Gênesis de Agostinho não limita a ação criativa de Deus ao ato primordial de originação. Deus ainda está, Agostinho insiste, trabalhando no mundo, direcionando seu desenvolvimento contínuo e desenrolando o seu potencial. Ele argumenta que o trabalho de criação de Deus inclui tanto a originação inicial do mundo como seu desenvolvimento subsequente. Há dois “momentos” na criação: um ato primário de originação e um processo contínuo de direção providencial. A criação, portanto, não é um evento passado concluído. Deus deve ser reconhecido como estando trabalhando até mesmo agora, no presente, sustentando e direcionando o desenrolar das “gerações que ele depositou na criação quando ela foi primeiro estabelecida”.

  Isso quer dizer que o primeiro relato de criação em Gênesis descreve o trazer instantâneo à existência da matéria primordial, incluindo recursos causais para desenvolvimentos futuros. O segundo relato em Gênesis explora como essas possibilidades causais emergiram e se desenvolveram a partir da terra. Tomados em conjunto, os dois relatos de criação em Gênesis declaram que Deus criou todas as coisas simultaneamente, enquanto concebendo que os vários tipos de coisas fazem suas aparições gradualmente ao longo do tempo – como elas foram planejadas pelo seu criador.

  Para Agostinho, Deus criou um universo que foi deliberadamente projetado para se desenvolver e evoluir. O diagrama dessa evolução não é arbitrário, mas se encontra programado na própria fábrica da criação. A providência de Deus superintende o desenrolar continuo da ordem criada. A imagem de Agostinho da “semente” implica que a criação original continha em si as potencialidades para todos os seres vivos que iriam subsequentemente emergir. Isso não quer dizer que Deus criou o mundo incompleto ou imperfeito, pois “o que Deus originalmente estabeleceu em causas, ele subsequentemente cumpriu em efeitos.” Esse processo de desenvolvimento, Agostinho declara, é governado por leis fundamentais, que refletem a vontade de seu criador: “Deus estabeleceu leis fixas governando a produção de tipos e qualidades de seres, e trazendo-as da ocultação para a vista plena”.

Zeitgeist: Análise e Resposta

Tradução: https://teismocristao.wordpress.com

Autor e Fonte: Always Be Ready Apologetics Ministry (http://bit.ly/response-zeitgeist)

Zeitgeist (uma frase alemã que significa “o espírito da era”) é o nome de um vídeo online (primeiro publicado em Junho de 2007) que está fazendo um grande impacto em sua audiência. Nesse vídeo, Peter Joseph, o escritor e diretor, procura persuadir sua audiência de que os autores do Novo Testamento pegaram emprestadas as ideias do nascimento virginal, nascimento em 25 de Dezembro, 12 discípulos, milagres, crucificação e ressureição de Jesus de fontes astrológicas e antigas religiões de mistério pagãs que já estavam por aí bem antes do tempo de Cristo. O vídeo chega até mesmo a afirmar que Jesus nunca existiu. Bem, essas alegações são tão escandalosas que estamos felizes que você tenha tomado um tempo para investigá-las, pois, como você verá em breve, há uma abundância de evidências de que Peter Joseph errou grandiosamente em suas afirmações.

A seguir você encontrará algumas das afirmações no vídeo seguidas por respostas e citações úteis de estudiosos, historiadores, experts em religiões mundiais, apologistas cristãos, entre outros, além de links para artigos e livros detalhados que oferecem uma refutação muito mais completa de muitos dos erros na primeira parte do filme. (A segunda e terceira partes do filme lidam com áreas fora do âmbito desse ministério.)


AFIRMAÇÃO 1: O RELATO DA RESSURREIÇÃO FOI ROUBADO DE FONTES ANTERIORES

RESPOSTA:

Charlie Campbell, Diretor do Always Be Ready Apologetics Ministry [Ministério Apologético Sempre Esteja Pronto], diz: “Muitas das acusações avançadas em ZeitgeistI são baseadas em ideias antigas e desmentidas que estavam em circulação no inicio do século passado. Aqui um exemplo: Zeitgeist afirma que Átis (uma divindade romana) foi crucificado, morreu por três dias e então foi ressuscitado. Isso é absolutamente infiel ao relato mitológico. Na história mitológica, Átis foi infiel à sua amante deusa, e em fúria de ciúmes ela o tornou insano. Em tal insanidade, Átis se castrou e correu para a floresta, onde ele sangrou até a morte. Como J. Gresham Machen nota, “O mito não contém nenhum relato de ressurreição; tudo que Cibele [a Grande Deusa Mãe] consegue obter é que o corpo de Átis fosse preservado, que seu cabelo continuasse crescendo e que seu mindinho se movesse.” As afirmações de Zeitgeist de que Átis foi crucificado e ressuscitado são não apenas erradas, como também muito enganadoras. E essa é apenas a ponta do iceberg. A suposta ressurreição de Átis nem ao menos é mencionada até depois de 150 d.C., bem depois da época de Jesus.”

Dr. Norman Geisler, autor de mais de 60 livros, escreve: “O primeiro paralelo real de um deus que more e ressuscita não aparece até 150 d.C., mais de cem anos depois da origem do Cristianismo. Então se houve influencia de um sobre o outro, foi a influencia do evento histórico do Novo Testamento [ressurreição] na mitologia, não o contrário. O único relato conhecido de um deus sobrevivendo à morte anterior ao Cristianismo é o culto Egípcio ao deus Osíris. Nesse mito, Osíris é cortado em catorze partes, espalhado pelo Egito e então remontado e trazido de volta à vida pela deusa Isis. Entretanto, Osíris não volta de fato à vida física, mas se torna um membro de um submundo sombrio…Isso é bem diferente do relato da ressurreição de Jesus, no qual ele era o Príncipe da vida gloriosamente ressuscitado que foi visto por outros na terra antes de sua ascensão ao céu….mesmo se existirem mitos sobre deuses que morrem e ressuscitam antes do Cristianismo, isso não quer dizer que o Novo Testamento copiou eles. A série ficcional de TV Jornada nas Estrelas precedeu o programa de Ônibus Espacial americano, mas isso não quer dizer que os relatos jornalísticos de missões de ônibus espaciais são influenciados por episódios de Jornada nas Estrelas!” (Não tenho fé suficiente para ser ateu, 2004, p. 312).

Dr. Alister McGrath, Professor de Teologia Histórica na Universidade de Oxford, diz: “Paralelos entre os mitos pagãos de deuses que morrem e ressuscitam e os relatos da ressurreição de Jesus no Novo Testamento são agora considerados remotos, para dizer o mínimo…Se alguém tomou ideias emprestadas de alguém, parece que foram os gnósticos que tomaram ideias Cristãs.” (Intellectuals Don’t Need God and Other Modern Myths [Intelectuais Não Precisam de Deus e Outros Mitos Modernos], 1993, p. 121).

Charlie Campbell diz: “Zeitgeist afirma que Mitra, uma divindade mitológica Persa, morreu por três dias e foi ressuscitado. Eu não sou um estudioso do antigo Mitraísmo, mas em nenhum lugar em tudo que já li sobre esse tópico a morte de Mitra sequer chegou a ser discutida, muito menos a história de Zeitgeist sobre três dias em uma cova e uma ressurreição. Edwin Yamauchi, um historiador e autor do livro de 578 páginas Persia and the Bible [A Pérsia e a Bíblia], concorda. Ele diz: ‘Nós não sabemos nada sobre a morte de (The Case for the Real Jesus [O Caso pelo Verdadeiro Jesus], p. 172).”

Dr. Gary Habermas e Dr. J.P. Moreland escrevem: “Nenhum caso claro de qualquer alegado ensinamento ressurrecional aparece em qualquer texto pagão antes do final do segundo século d.C., quase cem anos depois do Novo Testamento ter sido escrito.” (Citado por Dan Story em The Christian Combat Manual: Helps for Defending your Faith: A Handbook for Practical Apologetic [O Manual de Combate Cristão: Ajudas para Denfender sua Fé: Um manual para Apologética Prática] ,2007, p.206).

Dr. William Lane Craig diz: “(N)ós não encontramos quase nenhum vestígio de cultos de deuses que morrem e ressuscitam na Palestina do primeiro século. Além disso, como Hans Grass observa, seria “impensável”, em qualquer caso, que os discípulos iriam vir a acreditar sinceramente que Deus havia ressuscitado Jesus de entre os mortos só por terem ouvido mitos sobre Osíris!” (Dr. William Lane Craig, “Resposta a Evan Fales: On the Empty Tomb of Jesus” [Resposta à Evan Fales: Sobre a Tumba Vazia de Jesus], 2001).

Dr. Ronald Nash, o autor de muitos livros, incluindo The Meaning of History [O Significado da História] e The Gospel and the Greeks: Did the New Testament Borrow from Pagam Thought? [O Evangelho e os Gregos: O Novo Testamento Tomou Emprestado o Pensamento Pagão?] escreve: “Que deuses de mistérios de fato experimentaram uma ressurreição de entre os mortos? Certamente nenhum dos primeiros textos referem-se a alguma ressurreição de Átis. Tentativas de ligar a adoração de Adônis à ressurreição são igualmente fracas. Nem é o caso para uma ressurreição de Osíris mais forte. Após Isis reunir as peças do corpo desmembrado de Osíris, ele se tornou “Senhor do Submundo.”….E, é claro, nenhuma afirmação pode ser feita de que Mitras fosse um deus que morre e ressuscita. O estudioso francês Andre Boulanger conclui: “A concepção de que o deus morre e é ressuscitado para levar seus fiéis à vida eterna não é representada em nenhuma religião de mistérios Helenística.” (The Gospel and the Greeks: Did the New Testament Borrow from Pagan Thought?, p. 161-162)

H. Wayne House escreve: “Várias religiões de mistérios existiriam desde os tempos primordiais na Grécia; porém, é apenas após o primeiro século d.C. que nós começamos a ter muitos dados sobre elas. É mais provável, portanto, que as religiões de mistérios, observando o sucesso do Cristianismo ortodoxo, começaram a imitar suas crenças e práticas, e não o contrário.” (Citado por Dan Story em The Christian Combat Manual: Helps for Defending your Faith: A Handbook for Practical Apologetics, 2007, p. 207).

Dr. Ben Witherington, um eminente estudioso do Novo Testamento e autor de mais de 30 livros, escreve: “Eis aqui o grande ponto: Joseph [o produtor de Zeitgeist] lê a história de Jesus retroativamente nessas outras histórias mitológicas, e então afirma –shazam- que a história de Jesus advém dessas outras histórias, que ele leu anacronicamente à luz da história de Jesus. Isso é tanto má história como má análise religiosa. Em meu conhecimento não há nenhuma história datada antes do tempo de Jesus que tenha a maior parte dos elementos específicos listados no filme como distinguindo a história de Jesus. Por exemplo: a história de uma concepção virginal, crucificação ou ressurreição de um filho divino de Deus.” (The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie'” [O Zeitgeist do ‘filme Zeitgeist’])

AFIRMAÇÃO 2: O RELATO DOS TRÊS REIS FOI ROUBADO

RESPOSTA:

Charlie Campbell diz: “A afirmação no filme Zeitgeist de que o Cristianismo roubou a ideia de “três reis” para sua história de natal de religiões antigas é ridícula. A Bíblia não sabe nada sobre “três reis” aparecendo após o nascimento de Jesus. Três reis é uma ideia que aparece ocasionalmente em cartões de Natal mal pesquisados, mas não na Bíblia. O Evangelho de Mateus simplesmente diz “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos [na tradução inglesa –e, acredito, mais correta -, magis] vieram do oriente a Jerusalém” (Mat. 2:1). Os magi eram conhecidos como homens sábios, não reis. Durante a Idade Média uma lenda de fato se desenvolveu de que os magi eram reis e de que eles eram três em número, mas isso é pura lenda, não algo ensinado nas Escrituras. O ataque enganoso de Zeitgeist à credibilidade dos relatos Evangélicos só revela a sua falta de credibilidade quando se trata de pesquisa acadêmica.”

Joel McDurmon escreve: “Zeitgeist nos informa que os “três reis” são as três estrelas mais brilhantes da constelação do cinturão de Orion, que se alinha com Sirius (a Estrela no Leste) para apontar para o local do nascer do sol. O filme nos garante que “Essas 3 estrelas brilhantes são chamadas hoje da mesma forma que eram em tempos passados: Os Três Reis.” O mesmo antigo problema, porém: nenhuma fonte, exceto seus autores de estimação do século dezenove; nada antes de 1822.” (Zeitgeist The Movie Exposed: Is Jesus an Astrological Myth? [Zeitgeist O Filme Exposto: É Jesus um Mito Astrológico?], p.42).

AFIRMAÇÃO 3: JESUS NUNCA EXISTIU

RESPOSTA:

Charlie Campbell diz: “Insistir que Jesus Cristo é um mito, que Ele nunca existiu, como o filme Zeitgeist faz, é tolice. Além dos vinte e sete documentos do Novo Testamento que verificam que Ele viveu, há trinta e nove fontes fora da Bíblia, escritas no prazo de 150 anos da vida de Jesus que O mencionam. Essas fontes incluem o Talmude Judeu, o historiador romano Tácito, o Didache, Flávio Josefo, Plinio o Jovem, Suetônio, os evangelhos Gnósticos (exemplo: o evangelho de Tomé), etc. Essas fontes extrabíblicas nos revelam mais de 100 fatos sobre Sua vida, ensinos, morte e até mesmo ressurreição. A Encyclopedia Brittanica, decima quinta edição, devota 20,000 palavras à pessoa de Jesus Cristo e nenhuma vez sugere que Ele não existiu. Não seja enganado por Zeitgeist, “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne” (2 João 7).”

Ben Witherington diz: “Tanto historiadores judeus como Josefo, quanto romanos como Tácito e – mais tarde – Suetônio, são perfeitamente claros de que Jesus realmente existiu, e Tácito nos diz que ele morreu em uma cruz, sendo crucificado sob Pilatos. Aparentemente, o Sr. Joseph [produtor de Zeitgeist] não conseguiu obter nem esse único fato direito. Há mais evidência histórica para a existência de Jesus do que há para a existência de Júlio César, por exemplo….As únicas pessoas que duvidam da existência de Jesus de Nazaré são aquelas que ou odeiam o cristianismo e -por isso- querem que ele desapareça, ou aquelas que não se deram ao trabalho de fazer o dever de casa histórico adequado.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie’”).

Para ajuda adicional nesse assunto, leia: “Did Jesus Really Exist?” [Jesus existiu mesmo?] pelo Dr. Paul L. Maier ou “Ancient Non Christian Sources for the Life of Christ” [Fontes antigas não cristãs para a Vida de Jesus Cristo] pelo Dr. Gary Habermas.

AFIRMAÇÃO 4: A DATA 25 DE DEZEMBRO FOI ROUBADA

RESPOSTA:

Charlie Campbell diz: “Outra crítica lamentável avançada no filme Zeitgeist é que os autores do Novo Testamento tomaram a data 25 de dezembro para o nascimento de Jesus emprestada de fontes pagãs antigas. Isso é ridículo. Será que os produtores de Zeitgeist ao menos leram o Novo Testamento? Onde no Novo Testamento nós temos qualquer data associada ao nascimento de Jesus? Em lugar nenhum! Não temos a menor ideia de quando Jeus nasceu. A data 25 de Dezembro se originou bem antes dos Evangelhos serem escritos. Edwin Yamauchi, um autor, professor, historiador de primeira categoria e autoridade no mundo dos primeiros cristãos, diz que não foi até 336 d.C. que 25 de Dezembro se tornou a data oficial para celebrar o nascimento de Jesus. A ausência absoluta de qualquer data nos documentos do Novo Testamento é suficiente para anular a afirmação de Zeitgeist; a palavra de Yamauchi sobre o assunto é outro prego no caixão.”

Dr. Ben Witherington diz: “A Bíblia não diz nada sobre a data ou época especifica do nascimento de Jesus. A maioria dos estudiosos pensa que foi durante a primavera devido à descrição dos pastores estando nos campos com suas ovelhas.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie’”)

AFIRMAÇÃO 5: O RELATO DO NASCIMENTO VIRGINAL FOI ROUBADO

RESPOSTA:

Daniel B. Wallace escreve: “O nascimento virginal do deus pagão Dionísio é atestado somente em fontes pós-cristãs…vários séculos após Cristo.” (Reinventing Jesus [Reinventando Jesus], p. 242).

Edwin Yamauchi diz: “Não há evidência de um nascimento virginal para Dionísio. De acordo com a história, Zeus, disfarçado de humano, se apaixonou pela princesa Semele, a filha de Cadmus, e ela ficou grávida. Hera, que era rainha de Zeus, tomou providências para que ela fosse carbonizada, mas Zeus salvou o feto e costurou-o à sua própria coxa até Dionísio nascer. Então, isso não é um nascimento virginal de maneira alguma” (The Case for the Real Jesus, p.180)

Edwin Yamauchi diz: “Apesar das alegações de óbvios e profundos paralelos entre o Cristianismo e o Mitraísmo, quando se olha para a evidência uma imagem completamente diferente emerge. Primeiro, Mitra não era pensado como tendo nascido de uma virgem nos mitos mais antigos; pelo contrário, ele surgiu espontaneamente de uma pedra em uma caverna.” (Citado em Reinventing Jesus, p. 242). Lee Strobel adiciona: “A não ser que a pedra seja considerada uma virgem, esse paralelo à Jesus evapora.” (The Case for the Real Jesus, p. 171).

Charlie Campbell diz: “O nascimento virginal do Messias tratado em Mateus e Lucas não foi retirado de religiões pagãs. Ele foi a realização de uma profecia dada no livro de Isaias (7:14), do Antigo Testamento, seis ou sete séculos antes do nascimento de Jesus. E muitos comentaristas bíblicos também acreditam que Gênesis 3:15 profetiza o nascimento virginal, visto que o Messias nasceria apenas da  semente da mulher.”

Charlie Campbell diz: “O filme Zeitgeist diz que Krishna, uma susposta encarnação do deus Hindu Vishnu, nasceu de uma virgem. Edwin Yamauchi diz “Isso não está correto. Krishna nasceu de uma mãe que já tinha sete filhos anteriores, como até seus seguidores concedem.” (Citado por Lee Strobel em The Case for the Real Jesus, p. 182).

AFIRMAÇÃO 6: A ÉPOCA DO NASCIMENTO DE JESUS ESTÁ CONECTADA AO CICLO ASTROLÓGICO

Ben Witherington escreve: “Muito caso é feito pelo Sr. Joseph [produtor de Zeitgeist] sobre como em 1 d.C. uma nova ‘era’ ou ciclo astrológico começa, após a era do Carneiro. Infelizmente para o Sr. Joseph, Jesus nasceu em algum ano entre 2 e 6 a.C. Ele não nasceu em 1 a.C. Como sabemos disso? Porque Jesus nasceu enquanto Herodes o Grande ainda era rei da Terra Santa, e os registros são claros de que Herodes morreu em cerca de 2 a.C., portanto, Jesus tem que ter nascido antes disso (veja meus artigos sobre esse assunto no Dictionary of Jesus and the Gospels [Dicionário de Jesus e dos Evangelhos]). Como, então, nós temos nosso calendário moderno? Bem, ele foi definido por um homem chamado Dionísio o Menor…que tinha muito tempo livre em mãos, e estimou a virada da era como estando no momento em que a temos agora, baseando-se em quando ele pensou que Jesus nasceu. Ele errou por  cerca de quatro anos. De qualquer maneira, o nascimento de Jesus ocorre antes da suposta mudança de eras no esquema astrológico apregoado pelo Sr. Joseph. O nascimento de Jesus certamente não inaugurou a era de Pisces, ou peixe. O símbolo do peixe surge no Cristianismo do valor gemátrico da palavra Grega ICHTHUS, com cada letra representando uma palavra, nesse caso Insous, Christos, theos, uios e soter  – Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. Seria muito agradável se ele ao menos tivesse entendido a parte astrológica e simbólica direito – mas, infelizmente, abandone a esperança, ele não fez sua lição de casa direito nem mesmo sobre esse assunto.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie’”)

AFIRMAÇÃO 7: A HISTÓRIA DA VIDA DE JESUS FOI ROUBADA DO MISTRAÍSMO

RESPOSTA:

Charlie Campbell escreve: “Zeitgeist afirma que os eventos ao redor da vida de Mitra foram roubados pelos autores do Novo Testamento. Essas afirmações não são dignas de confiança. Até mesmo a Encyclopedia Britannica concede que o Mitraísmo (a religião associada à Mitra) não poderia ter influenciado os escritores do Evangelho. Ela afirma: “Há pouca atenção ao deus Persa [Mitra] no mundo Romano antes do inicio do século 2; entretanto, do ano 136 d.C. em diante, há milhares de inscrições dedicatórias à Mitra. Essa renovação de interesse não é facilmente explicada. A hipótese mais plausível parece ser que o Mitraísmo Romano era praticamente uma nova criação, forjada por um gênio religioso que pode ter vivido tão tarde quanto cerca de 100 a.C. e que deu às tradicionais cerimônias persas uma nova interpretação Platônica que permitiu ao Mitraísmo se tornar aceitável ao mundo Romano” (Artigo: Mitraísmo, edição de 2004). Os quatro Evangelhos foram feitos bem antes do fim do primeiro século. Se o Mitraísmo nem mesmo era conhecido no mundo romano no primeiro século, como a Encyclopedia Britannica afirma, então é equivocado sugerir que ensinamentos relacionados à Mitra influenciaram os escritores do Evangelho.”

Ron Nash escreve: “Alegações de uma dependência dos primeiros cristãos em relação ao Mitraísmo foram rejeitadas em muitas bases. O Mitraísmo não possuía nenhum conceito de morte e ressurreição para seu deus e nenhum lugar para qualquer conceito de renascimento – pelo menos em seus estágios iniciais…. Durante os estágios iniciais do culto, a noção de renascimento teria sido estranha à sua perspectiva básica….Além disso, o Mitraísmo era basicamente um culto militar. Portanto, é preciso ser cético sobre sugestões de que ele atraía pessoas não militares como os primeiros cristãos. (Christianity and the Hellenistic World [O Cristianismo e o Mundo Helenístico], p. 144).

Ben Witherington escreve: “Nós, de fato, não temos nenhuma fonte antiga sobre Mitra comparável ao que nós temos sobre Moisés e os Israelitas. Quase tudo que sabemos sobre o Mitraísmo vem da era do NT e depois. Não há nenhuma boa razão histórica para pensar que o Mitraísmo é a origem seja do Judaísmo ou do Cristianismo.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie’”)

O apóstolo Pedro escreveu: “De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade. Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi dirigida a voz que disse: “Este é o meu filho amado, em quem me agrado”. Nós mesmos ouvimos essa voz vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo” (2 Pedro 1:16-18)

AFIRMAÇÃO 8: A HISTÓRIA DA CRUCIFICAÇÃO FOI ROUBADA

RESPOSTA:

O Dr. Edwin Bryant é Professor de Hinduísmo na Rutgers University e um estudioso do Hinduísmo. Ele Traduziu o Bhagavata-Purana (vida de Krishna) para Peguine World Classics [Clássicos Mundiais Peguine] e é o autor de Krishna: A Sourcebook [Krishna: Um livro-fonte]. Quando perguntado sobre a afirmação de que Krishna [um deus Hindu] havia sido crucificado, ele respondeu: “Isso é um absoluto e completo absurdo. Não há absolutamente nenhuma menção, em lugar algum, que aluda a uma crucificação”. Ele adicionou que Krishna foi morto por uma flecha  de um caçador que acidentalme1nte atirou em seu calcanhar. Ele morreu e então ascendeu. Não foi uma ressurreição. (Citado em “A Refutation of Acharya S’s book, The Christ Conspiracy [Uma Refutação do livro de Acharya S, A Conspiração de Cristo] por Mike Licona. The Christ Conspiracy é a fonte de muitas das alegações de Zeitgeist).

Edwin Yamauchi diz: “Todos esses mitos são representações repetitivas, simbólicas da morte e renascimento da vegetação. Essas não são figuras históricas, e nenhuma de suas mortes pretendia providenciar salvação. No caso de Jesus, até mesmo autoridades não Cristãs, como Josefo e Tácito, reportam que ele morreu sob Pôncio Pilatos no reinado de Tibério. Os relatos de sua ressurreição são bem antigos e fundados em relatos de testemunhas oculares. Eles têm um soar de realidade, não as qualidades etéreas de mito.” (Citado por Lee Strobel em The Case for the Real Jesus, p. 178).

AFIRMAÇÃO 9: A IDEIA PARA DOZE DISCÍPULOS FOI TOMADA DAS 12 CONSTELAÇÕES DO ZODÍACO

Joel McDurmon escreve: “Zeitgeist chega a afirmar que “provavelmente o mais óbvio de todos os simbolismos astrológicos ao redor de Jesus diz respeito aos 12 discípulos,” que, o filme afirma, são “as 12 constelações do Zodíaco, com quem Jesus, sendo o Sol, viaja com.” Porque qualquer pessoa consideraria essa a “mais óbvia” de tais evidências eu não sei – eu nunca tinha ouvido ela até agora. Fosse ela tão óbvia você esperaria que ela fosse amplamente afirmada. Adiante, o que a torna tão “óbvia”? A única similaridade entre os dois é o número doze, para o qual exemplos podem ser achados em qualquer lugar. O mais “óbvio” desses, para qualquer pesquisador “real” são as doze tribos de Israel. Como Jesus estava cumprindo a Antiga Aliança, e instituindo a Nova Aliança, ele escolheu doze “Novas” tribos. O próprio Jesus disse que os discípulos sentariam como juízes sobre as doze tribos (Mat. 19:28). Esse é um paralelo histórico genuíno que é reforçado no livro de Apocalipse, quando esses doze são reunidos na Nova Jerusalém (Ap. 21:12-14). Por quê se dar ao trabalho de procurar paralelos tão selvagens nas estrelas quando a Bíblia é auto consistente em seu simbolismo? A teologia Bíblica não precisa da ajuda dos astrólogos, que ela mesma despreza, de qualquer jeito. O filme até nota que “o número 12 é repleto através da bíblia”, mas então esquece o impacto desse fato e conclui, arbitrariamente “Esse texto tem mais a ver com astrologia do que qualquer outra coisa.” Se a Bíblia contém o número 12 repetidamente, pra quê ir fora da Bíblia para interpretar que significância “12 discípulos” podem ter? Fazer isso revela um desejo de impor um significado não-Bíblico ao texto da Bíblia.” (Zeitgeist The Movie Exposed: Is Jesus an Astrological Myth?, p. 56).

Dr. Ben Witherington afirma: “E quanto à afirmação de que os doze discípulos representam as 12 constelações do Zodíaco? Bem… Uma vez mais, o Sr. Joseph [o produtor de Zeitgeist] não se deu o trabalho de fazer seu dever de casa. Existia essa pequena entidade chamada de 12 tribos de Israel, voltando até Jacó e seus 12 filhos. Essas histórias em Gênesis não são nem um pouco astrológicas em caráter, mas, pelo contrário, explicações das origens históricas de um povo. Os 12 discípulos são escolhidos por Jesus, não porque ele era um observador de estrelas, mas porque ele estava tentando reformar, e de fato re-formar, Israel. Os doze discípulos representam as 12 tribos de Israel, e você vai lembrar que Jesus prometeu que durante o eschaton [o reino vindouro de Jesus] esses estarão sentados em 12 tronos, julgando aquelas 12 tribos [veja Mateus 19:28]. Uma vez mais, esse é um tipo de pensamento histórico e escatológico, e não astrológico, e a afirmação de que a Bíblia tem mais a ver com a astrologia que qualquer outra coisa pode apenas ser chamada de erro de categoria. Claramente, o Sr. Joseph não fez nenhum esforço sequer no estudo dos vários gêneros de literatura Bíblica que ele conseguiria em qualquer introdução padrão à Bíblia, incluindo aqueles escritos por agnósticos e céticos.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie’”)

AFIRMAÇÃO 10: HÓRUS NASCEU DE UMA VIRGEM EM 25 DE DEZEMBRO, RESSUSCITOU, ETC

Dr. Ben Witherington diz: “Infelizmente ele [Zeitgeist] erra sobre a maior parte da história de Hórus. Ele afirma que os mitos de Hórus afirmam que ele nasceu em 25 de Dezembro, nascido de uma virgem, estrela no leste, adorado por reis, e que foi um professor aos 12. Isso, ele afirma, era a forma original do mito em 3000 a.C. Seria agradável saber como o Sr. Joseph aprendeu isso, visto que não temos nenhum texto Egípcio antigo que vá tão longe em relação a esse assunto. Além disso, a desinformação que ele passa no filme é refutada por numerosas análises das fontes adequadas…novamente, não apenas é o Sr. Joseph culpado de falsamente misturar várias religiões que se desenvolveram largamente regionalmente e independentes umas das outras, como de falsificar algumas das afirmações feitas em mitos Egípcios…Ironicamente, ele faz um desserviço a todas as religiões que ele discute….Eu poderia continuar comentando sobre os erros egrégios em sua apresentação de Hórus, que não era chamado de cordeiro de Deus, e não foi crucificado e ressuscitado, nem mesmo no mito. A história de Hórus é, obviamente, a história da morte e renascimento do sol no leste, e é baseada em ciclos da natureza, e não em qualquer tipo de reinvindicação histórica, diferentemente da história de Jesus. Mas, mais ao ponto, a história de Hórus não inclui muitos dos elementos que Joseph afirma que inclui – vergonha para ele por não fazer seu dever de casa direito nem em Egiptologia.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie'”)

Dr. Ben Witherington diz: “Não havia tal coisa como o conceito de ressurreição corporal na religião Egípcia, e certamente não de uma divindade mitológica; não se acreditava que Hórus tivesse um corpo humano. De vez em quando comentaristas utilizarão o termo ressurreição para falar livremente sobre um pós-morte em outro mundo, e não um retorno corporal à esse mundo.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie'”)

AFIRMAÇÃO 11: O SÍMBOL ODA CRUZ FOI ROUBADO DE UMA CRUZ NO ZODÍACO

Dr. Ben Witherington diz: “O Sr. Joseph [produtor de Zeitgeist] pensa que isso [a origem do símbolo da cruz] deriva da cruz do Zodíaco imposta no círculo dos 12 signos astrológico do Zodíaco. Há vários problemas com essa teoria. Primeiro considere o padrão zodiacal mais antigo e básico que possuímos –por exemplo, no chão da sinagoga de Sepphoris. Judeus, como todo outro grupo de pessoas agrárias, se interessavam no clima e nas estações. Nós encontramos um padrão de cruz? [veja a imagem do zodíaco à esquerda]….Meu caso é símbolo. O Sr. Joseph não fez nenhum trabalho histórico de primeira mão sobre símbolos zodiacais antigos, ele simplesmente acreditou nas tolices embebidas nele por várias fontes antiquadas e incorretas. A origem do símbolo da cruz, é claro, deriva da prática romana da crucificação, não de algum suposto padrão astrológico. Jesus morreu em 30 d.C. em uma cruz do lado de fora de Jerusalém, uma vítima da injustiça romana, como até os romanos admitiram. (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie'”)


AFIRMAÇÃO 12: OS TRABALHOS DE JOSEFO SÃO CONHECIDAMENTE FRAUDULENTOS E PORTANTO NÃO SÃO BOAS EVIDÊNCIS EXTRABÍBLICAS DA EXISTÊNCIA DE JESUS

Dr. Ben Witherington diz: “Os trabalhos de Josefo certamente não são fraudulentos. Como é típico do Sr. Joseph [produtor de Zeitgeist], ele pode ter ouvido que provavelmente existem algumas interpolações cristãs nas edições tardias de Josefo, visto que cristãos amavam e utilizavam a obra; porém, todos os estudiosos de Josefo que eu conheço na guilda, e há alguns muito bons (Greg Sterling e Steve Mason me vêm à mente) são bem claros de que esses são trabalhos genuínos de Josefo. O ponto importante para nossos propósitos é que nenhum estudioso de Josefo, conhecido por mim, incluindo aqueles que são Judeus, pensa que as passagens em suas obras sobre João Batista e Jesus são todas interpolações tardias.” (“The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie'”)

Louis Feldman, o proeminente estudioso de Josefo e autor, que não é cristão, disse: “Minha estimativa é que a razão daqueles [estudiosos] que de alguma maneira aceitam o Testimonium [em relação aqueles que rejeitam tudo como interpolação] seria de pelo menos 3 para 1. Eu não me surpreenderia se ela fosse tão grande quanto 5 para 1.” (Em um email para o estudioso do Novo Testamento Mike Licona)

AFIRMAÇÃO 13: A HISTÓRIA DA ARCA DE NOÉ É PLAGIARIZADA DE OUTRAS FONTES

Joel McDurmon escreve: “Zeitgeist nos conta que a história da Arca de Noé e do Dilúvio não é única: O conceito de um Grande Dilúvio é ubíquo ao redor do mundo antigo, com cerca de 200 afirmações citadas em diferentes períodos e épocas.” É agradável ver que o pessoal do Zeitgeist está finalmente alcançando estudiosos Cristãos em um assunto. Nós estamos apontando o fenômeno mundial de histórias de dilúvio já há décadas agora, tentando fazer as pessoas perceberem que o dilúvio de fato ocorreu! Agora Zeitgeist vêm e decide usar esse fato contra nós? Esses caras estão tão ansiosos para achar paralelos que eles nem pararam pra pensar: paralelos as vezes trabalham em apoio à Bíblia, não contra ela. Afinal, se realmente ocorreu um dilúvio mundial milhares de anos atrás, encontrar múltiplas tradições da mesma história ao redor de todo o mundo é exatamente o que devemos esperar. E é isso que de fato encontramos. Quase todas essas tradições de dilúvio recordam um dilúvio universal em que apenas uma pequena parcela da população é salva. Alguns adicionam a construção de uma arca e a salvação dos animais. Alguns recordam a arca pousando em uma montanha; alguns o envio de pássaros, etc. É simplesmente racional que algumas lendas mais antigas, especialmente aquelas que permaneceram geograficamente próximas e similares em linguagem, por acaso tenham uma tradição similar àquela da Bíblia. (Zeitgeist The Movie Exposed: Is Jesus an Astrological Myth?, p. 61-62).”

UM SUMÁRIO DE SETE ARGUMENTOS CONTRA A DEPENDÊNCIA CRISTÃ EM RELIGIÕES DE MISTÉRIOS POR RON NASH:

(1) Os argumentos oferecidos para “provar” uma dependência Cristã nos mistérios ilustra a falácia lógica da falsa causa. Essa falácia é cometida sempre que alguém raciocina que só porque duas coisas existem lado-a-lado, uma delas tem que ter causado a outra. Como todos deveríamos saber, mera coincidência não prova conexão causal. E nem similaridade prova dependência.

(2) Muitas das alegadas similaridades entre o Cristianismo e os mistérios são ou grandemente exageradas ou fabricadas. Estudiosos vez ou outra descrevem rituais pagãos em uma linguagem que eles tomam emprestada do Cristianismo. O uso descuidado da linguagem pode levar alguém a falar de uma “Última ceia” no Mitraísmo ou um “batismo” no culto de Isis. É um absurdo indesculpável pegar a palavra “salvador” com todas as suas conotações Neotestamentárias e aplica-la à Osíris ou Átis como se eles fossem deuses-salvadores em qualquer sentido similar.

(3) A cronologia está toda errada. Quase todas nossas fontes de informação sobre as religiões pagãs que alegadas como tendo influenciado o cristianismo primitivo são datadas muito tardiamente. Nós frequentemente encontramos escritores citando documentos escritos 300 anos depois de Paulo em uma tentativa de produzir ideias que supostamente influenciaram Paulo. Devemos rejeitar a suposição de que apenas porque um culto tinha certa crença ou prática no terceiro ou quarto século após Cristo isso implica que ele tinha a mesma crença ou prática no primeiro século.

(4) Paulo nunca teria conscientemente tomado algo emprestado de religiões pagãs. Todas nossas informações sobre ele tornam altamente improvável que ele fosse, em qualquer sentido, influenciado por fontes pagãs. Ele punha grande ênfase em seu treinamento inicial em uma forma estrita de Judaísmo (Fp. 3:5). Ele advertia os Colossenses contra o próprio tipo de influência que proponentes de sincretismo cristão atribuem a ele, isto é, deixar suas mentes serem capturadas por especulações estrangeiras (Cl. 2:8).

(5) O Cristianismo Primitivo era uma fé exclusivista. Como J. Machen explica, as religiões de mistérios eram não-exclusivas. “Um homem poderia se tornar um iniciado nos mistérios de Isis ou Mitras sem ter que abandonar suas antigas crenças; porém, se ele quisesse ser recebido na Igreja, de acordo com a pregação de Paulo, ele deveria esquecer todos os outros Salvadores pelo Senhor Jesus Cristo….No meio do sincretismo prevalecente do mundo Greco-Romano, a religião de Paulo, juntamente com a religião de Israel, está absolutamente sozinha.” Esse exclusivismo Cristão deveria ser um ponto de partida para toda a reflexão sobre as possíveis relações entre o Cristianismo e seus competidores pagãos. Qualquer sugestão de sincretismo no Novo Testamento teria causado controvérsia imediata.

(6) Ao contrário dos mistérios, a religião de Paulo estava baseada em eventos que de fato haviam acontecido na história. O misticismo dos cultos de mistérios eram essencialmente não históricos. Seus mitos eram dramas, ou gravuras, daquilo pelo que passava o iniciado, não de eventos históricos reais, como Paulo considerava que fossem a morte e ressurreição de Cristo. A afirmativa Cristã de que a morte e ressurreição de Cristo aconteceram a uma pessoa histórica em um período particular não tem absolutamente nenhum paralelo em nenhuma religião de mistérios pagã.

(7) Os poucos paralelos que permanecem podem refletir uma influência Cristã nos sistemas pagãos. Como Bruce Metzger argumentou: “Não se pode presumir acriticamente que os Mistérios sempre influenciaram o Cristianismo, pois não é apenas possível, mas provável, que, em certos casos, a influência se moveu na direção oposta.”[22] Não deveria ser surpreendente que líderes de cultos que estavam sendo exitosamente   desafiados pelo cristianismo fizessem algo para combater o desafio. Que jeito melhor de fazer isso do que oferecer um substituto pagão? Tentativas pagãs de combater a crescente influência do Cristianismo imitando-o são claramente aparentes em medidas instituídas por Juliano o Apostata, que foi o imperador Romano de 361 à 363 d.C. (Extraído desse artigo “Was the New Testament Influenced by Pagan Religions” [Foi o Novo Testamento Influenciado por Religiões Pagãs] que primeiro apareceu no Christian Research Journal [Jornal de Pesquisa Cristão], Inverno, 1994).

OUTRAS CITAÇÕES DIVERSAS:

Dr. Ronald Nash diz: “Não é até nós chegarmos ao terceiro século d.C. que encontramos material-fonte suficiente (ou seja, informações sobre as religiões de mistérios obtidas em escritos da época) para permitir uma reconstrução relativamente completa de seu conteúdo. Muitos escritores usam esse material-fonte tardio (após 200 d.C.) para formar reconstruções da experiência de mistérios do século três e então, acriticamente, raciociná-las de volta ao que eles acham que deve ter sido a natureza anterior dos cultos. Essa prática é um estudo excepcionalmente ruim e não deveria ser permitida à existir sem desafio. Informações sobre um culto que vêm várias centenas de anos após o fechamento do cânon do Novo Testamento não podem ser lidas retroativamente no que se presume ter sido o status de um culto durante o primeiro século d.C. A questão crucial  não é que possível influencia as religiões de mistérios tiveram em segmentos da Cristandade após 400 d.C., mas que efeito os mistérios emergentes podem ter tido no Novo Testamento no primeiro século.” (Artigo “Was the New Testament Influenced by Pagan Religions”)

Dr. Ronald Nash diz: “Muitos estudantes universitários cristãos encontraram críticas ao Cristianismo baseadas em afirmações de que o Cristianismo Primitivo e o Novo Testamento tomaram emprestadas importantes crenças e práticas de um grande número de religiões de mistérios pagãs. Visto que essas afirmações minam tais doutrinas centrais ao Cristianismo como a morte e ressurreição de Cristo, as acusações são sérias. Mas a evidência para tais afirmações, quando ela existe, comumente se encontra em documentos escritos vários séculos [depois] do novo testamento. Além disso, os alegados paralelos muitas vezes resultam de estudiosos liberais acriticamente descrevendo crenças e práticas pagãs em linguagem cristã e então se maravilhando com os chocantes paralelos que eles pensam ter descoberto.” (Artigo “Was the New Testament Influenced by Pagan Religions”)

ARTIGOS:

“Was the New Testament Influenced by Pagan Religions” por Ronald Nash

The Zeitgeist of the ‘Zeitgeist Movie'” por Ben Witherington

“A Refutation of Acharya S’s book, The Christ Conspiracy por Mike Licona
[The Christ Conspiracy é a maior fonte de informações de Zeitgeist].

“Christianity, the Resurrection of Christ and the Mystery Religions” pelos Dr. John Ankerberg e Dr. John Weldon

“Was Christianity Borrowed from Mithraism?” por Dr. Norman Geisler

“Paul and the Mystery Religions” por Don Closson

“A Summary Critique: The Mythological Jesus Mysteries” por H. Wayne House

“Ancient Non-Christian Sources for the Life of Christ” por Gary Habermas

Fim da minha tradução aqui. O fim do artigo consiste em áudios e livros recomendados pelo autor do artigo. Aqueles que souberem inglês podem conferi-los no endereço original do artigo, encontrável lá no inicio do meu post. Se quiserem (e puderem) comprá-los, saibam que eles são certamente úteis.

EDIT (21/08/2015: Para quem quiser, uma crítica bem completa de um site cético, citando várias fontes também: http://conspiracies.skepticproject.com/articles/zeitgeist/part-one/)